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PhoneGate: tudo o que não nos dizem sobre a exposição às ondas eletromagnéticas

Compartilhe:     |  5 de outubro de 2018

Se você é daqueles ou daquelas que não desgrudam do celular nem para ir ao banheiro, mesmo sabendo dos riscos que suas ondas eletromagnéticas transmitem, vamos à algumas explicações.

PhoneGateAlert é uma organização francesa, que tem como objetivo alertar a população sobre os reais riscos de utilizar aparelhos que emitem ondas eletromagnéticas, como por exemplo celulares e tablets.

O escândalo PhoneGate estourou na França em 2017. Segundo Maurizio Martucci explica no site Oasis Sana:

“Bilhões de consumidores foram conscientemente enganados sobre os limites reais de exposição às ondas eletromagnéticas no uso de telefones celulares em contato com o corpo, mantidos em seus bolsos, nas mãos ou no sutiã”.

O que é o PhoneGate?

É um relatório francês contendo dados sobre a radiação eletromagnética testada em centenas de celulares vendidos na França.

Marc Arazi, médico fundador da organização PhoneGateAlert, relatou durante um Fórum Internacional, os dados preocupantes sobre a nossa relação com a tecnologia.

“Há mais de 20 anos, os fabricantes podem colocar em risco os telefones móveis para a saúde e a segurança dos usuários. Várias centenas de milhões de modelos de smartphones e smartphones da Apple, Samsung, Nokia, Alcatel, LG, Huawei, Sony, HTC, Motorola e Blackberry registraram valores preocupantes”.

Segundo Arazi, os valores de SAR (Specific absorption rate), ou seja, oslimites de emissão eletromagnética, foram superiores aos estabelecidos pela União Européia em 9 de cada 10 telefones. Alguns telefones celulares ultrapassaram os valores-limite em 3 a 4 vezes.

Martucci retoma o discurso no “Manual de auto-defesa para electro sensitive” (Terra Nuova Edizioni) dizendo precisamente isso:

“Trata-se de uma unidade de medida individualizada para o padrão de segurança do telefone móvel, criado sobre um determinado limite empiricamente deduzido pelos efeitos térmicos, estabelecido não sobre uma possível reação humana  registrada no momento do impacto com a poluição eletromagnética, mas sobre a análise de uma amostra de manequins preenchidos com gel, os chamados fantasmas, que imitariam o ponto de superaquecimento registrado sobre a matéria viva (mas não somos manequins!)”.

Então, como podemos confiar em simulações laboratoriais feitas com fantoches que não levam em conta o peso, a altura e a capacidade elétrica do indivíduo?

O próprio Arazi explica: “Os padrões de controle para SAR não são um método confiável para determinar o nível de radiação, simplesmente porque a distância pela qual o tronco SAR e as extremidades do corpo são medidas, não são realistas”.

E novamente:

“O limite da SAR é de 2,0 W / kg, em média, sobre 10 gramas de tecido humano por 6 minutos de exposição à cabeça, tronco e membros”, disse Arazi em Cracóvia. Para a exposição do corpo todo, o chamado limiar de SAR do “corpo inteiro” é de 0,08 W / kg, médio para todo o corpo. Nos Estados Unidos, Canadá e outros 17 países, a Comissão Federal de Comunicações (FCC) solicitou em 1998 que os telefones comercializados adotassem um nível de SAR de menos de 1,6 watts por quilograma (W / kg) em média tecido humano por 6 minutos de exposição para a cabeça e tronco e 30 minutos para os membros”.

Bem como relatado por Oasis Sana, na França em 2015, a Agência Nacional de Frequências (ANSES) testou os celulares disponíveis no mercado, destacando que dos 95 telefones celulares, comprados por amostra das lojas de vendas regularmente autorizadas, 89% registraram uma taxa de absorção de energia específica (SAR) superior a 2,0 W / kg, ou seja, com 25% do valor de SAR ainda maior que o dobro, com um bom 4,0 W / kg.

Agora, através do PhoneGateAlert, estamos investigando as repercussões na saúde humana.

Menos dispositivos eletrônicos é mais!



Fonte: Greenme



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