Trilhas da Paraíba

Pilões

Compartilhe:     |  7 de outubro de 2017

  Com uma população de aproximadamente sete mil habitantes, Pilões se destaca pelas belezas naturais, composta por rios, montanhas e belas cachoeiras, como a de Ouricuri e Manga. Além disso, apresenta um cenário cultural encantador, com antigas arquiteturas e engenhos que retratam o período colonial.

O município também é conhecido pelo cultivo de flores, trabalho desempenhado por 26 famílias através da Cooperativa de Floricultores do Estado da Paraíba (Cofep). O projeto possibilitou a inserção de muitas mulheres, até então apenas donas de casa, no mercado de trabalho, assim como estimulou o desenvolvimento da economia local, pois a comercialização das flores gera uma renda mensal de quase R$ 15 mil por mês.

Possui área de 64,4 km². O relevo geralmente movimentado, com vales profundos e estreitos dissecados, apresenta um conjunto de montanhas (altitude média de 400m acima do nível do mar). O município apresenta vários rios perenes, belas cachoeiras e pequenos córregos que compõem a bacia hidrográfica do Rio Mamanguape.

Com vestígios remanescentes da Mata Atlântica, apresenta vegetação formada por Florestas Subcaducifólica e Caducifólica, próprias das áreas agrestes. Baseou sua economia, durante muito tempo, no plantio da cana-de-açúcar para a produção da rapadura e da cachaça. A produção da banana, do urucum, da castanha de caju, da mandioca, e a criação de rebanhos bovinos e caprinos são as atuais fontes da economia local. A produção de flores é o mais novo elemento da economia pilonense.

Histórico

Com o domínio português, os habitantes de Mamanguape aumentaram seu domínio comercial e penetraram rumo oeste provocando o surgimento de novos núcleos populacionais. Pilões foi abrangida por essa área de influência. É de 1916 a doação de uma sesmaria de 9 léguas pelo Araçagi-Mirim, a começar de cachoeira, onde este faz barra no Araçagi Grande até se encontrar com o Curimataú.

Um século depois, outra sesmaria confunde aquele rio com o Rio Pinturas, parecendo que as posses ainda são dispersas e obscuras, os topônimos e os limites da concessão. De acordo com a tradição os fundadores de Pilões parecem ter sido os Arouxas e os Abreus. Mais nenhum vestígio foi deixado pelas famílias citadas.

Em 1815, com a criação do município de Areia, Pilões ficou lhe pertencendo, desmembrando-se de Mamanguape.

Em 1818, registrou-se um desentendimento entre o Comandante do povoado de Pilões com o Capitão Mor de Areia, demonstrando com isso, o espírito de independência reinante no país.

O terreno onde foi construída a capela que passou a ser matriz em 1876, graças a colaboração do Pe. Ibiapina, foi doado pelo Sr. João C avalcante influente habitante da povoação. Uma escola para o sexo masculino, depois de várias paralizações, fixou-se difinitivamente em 1884, sob a regência do seu bem feitor Padre Victor.

Geografia

Pilões está situada na mesorregião do Agreste Paraibano, microrregião do Brejo Paraibano, incluída na unidade geoambiental do Planalto da Borborema, tendo como municípios limítrofes: Serraria (norte e oeste), Areia (sul), Alagoinha (sul), Pilõezinhos(leste) e Cuitegi (leste). Distante 118 quilômetros da capital do Estado. A área do município é de 64,4 quilômetros quadrados. O sítio urbano onde está assentada a cidade ocupa um vale entre as montanhas formadoras das primeiras elevações da cordilheira oriental da Borborema, numa altitude de 360 metros em relação ao nível do mar.

Turismo

 Pilões está incluída no Roteiro Cultural Caminhos do Frio. Sua paisagem serrana e seu clima agradável durante boa parte do ano são um convite aos turistas que gostam de um bom ambiente natural. Cortado por vários rios e belas cachoeiras (cachoeiras do Poço Escuro, do Ouricuri, da Manga), tem seu território pontilhado de montanhas eternamente verdes e vales estreitos e profundos onde várias trilhas ecológicas são exploradas por aventureiros de todo o Brasil.

No passado, a região foi coberta por florestas típicas da Mata Atlântica, habitat do canário-da-terra, galo-da-Campina, sabiás, azulões, sanhaço, pintassilgo, sagui e de tantas outras espécies da fauna nordestina. O casario rural é outro atrativo. O município abrigou muitos engenhos de rapadura, onde a aristocracia rural do final do século XIX construiu belas casas que ainda podem ser vistas. O Engenho Boa-Fé é um grande testemunho daquela bela época. A Pedra do Espinho, com seus mais de 150 metros de precipício, é muito procurada por amantes do rapel.

Fonte: Caminhos do Frio – Wikipédia



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