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Pitomba é fruto típico do Nordeste e dá nome até a bloco de carnaval

Compartilhe:     |  18 de abril de 2015

Nas ruas do Recife, os vendedores de frutas oferecem o sabor mais desejado da temporada: pitomba. A árvore, que pode atingir até 12 metros de altura, cresce nos quintais, nas praças e em áreas próximas à Mata Atlântica. A fruta é parente da lichia e os frutos formam cachos que podem ser colhidos de janeiro ao final do mês de abril.

A pitomba é nativa do Brasil, mas é no nordeste que ela é mais consumida. Quando está madura, a fruta é amarela, mas fica marrom com o passar do tempo. A casca é durinha, mas fácil de romper. Dentro estão o caroço e a polpa, que é a parte esbranquiçada. E é a polpa que a gente come. É doce, mas ao mesmo tempo azedinha.

Conhecida e apreciada pelos pernambucanos, ela batizou a mais tradicional festa de Jaboatão dos Guararapes, na região metropolitana do Recife. A  centenária festa dedicada à Nossa Senhora dos Prazeres acontece há 358 anos em um santuário e passou a ser chamada de Festa da Pitomba, porque a safra coincide com as homenagens à santa. A festa vai até a próxima segunda (13).

Os fiéis lotam a igreja durante nove dias. Além da novena em devoção à padroeira do município,  do lado fora não falta pitomba: nas barracas e no carrinho de mão, tem muitos cachos para vender.

E a pitomba, quem diria, foi parar no Carnaval, em uma das agremiações mais conhecidas de Olinda, a Pitombeira dos Quatro Cantos. No estandarte, foram bordados dois cachos de pitomba: um em cada lado.

O futuro da pitomba é preocupante. Como toda planta da Floresta Atlântica, tem cultura extrativista e não existe recomposição em determinadas áreas. Por isso, existe o perigo de ela entrar em processo de extinção.



Fonte: Globo Rural



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