Espécies em Extinção

Plano emergencial visa proteger espécie redescoberta no Morro do Diabo

Compartilhe:     |  14 de março de 2015

 

Segundo a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, a comissão definiu como alvos específicos os parâmetros populacionais, distribuição geográfica e o estado de conservação das populações selvagens das espécies de primatas que vivem nas matas paulistas.

Entre as espécies, destacam-se dois gêneros de primatas que só ocorrem no bioma da Mata Atlântica: o muriqui-do-sul (Brachyteles arachnoides) e o mico-leão-preto. Este último, que somente vive nas matas do Estado de São Paulo, foi considerado extinto em 1905 e redescoberto no Estado de São Paulo em 1970, no Parque Estadual do Morro do Diabo, em Teodoro Sampaio, pelo professor Adelmar Faria Coimbra Filho e por pesquisadores do Instituto Florestal.

Em 5 de junho de 2014, a espécie de mico-leão-preto foi declarada como “Patrimônio Ambiental do Estado” (Decreto nº 60.519/2014), mesmo decreto que criou a Comissão Permanente de Proteção dos Primatas Paulistas.

“A comissão começou a funcionar em 2014 e em dezembro fez o plano emergencial. O mico-leão-preto é o primeiro animal que é declarado, no Estado, como símbolo da conservação da biodiversidade. A cidade de Presidente Prudente e a região adotaram o mico-leão-preto, que é, de fato, uma espécie ameaçada”, destacou o coordenador da comissão, José Pedro de Oliveira Costa, especialmente para o iFronteira.

José Pedro de Oliveira Costa, que foi o primeiro secretário estadual do Meio Ambiente e é mestre em Planejamento Ambiental pela Universidade da Califórnia (EUA) e doutor em Estruturas Ambientais pela Universidade de São Paulo (USP), explicou ao iFronteira que a presença de macacos é um importante referencial para se verificar as condições das matas. “Macacos são indicadores de matas boas, da capacidade, principalmente, de elas produzirem água. Onde tem macaco, tem água”, destacou Costa ao iFronteira.

O coordenador também falou ao iFronteira da importância da preservação das espécies. “Primeiramente, a importância da preservação está no campo ético. Eticamente o homem não tem o direito de extinguir as espécies. Os animais são detentores do direito de viver, assim como nós somos. Essas espécies também são importantes para a ciência. O homem e o macaco são próximos e o comportamento animal é importante para conhecermos também o comportamento humano”, concluiu Costa ao iFronteita.

Fonte: IFronteira



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