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Plantações na Amazônia há 10 mil anos mudaram geografia da região

Compartilhe:     |  11 de abril de 2020

Um novo estudo envolvendo universidades da Europa, da América Latina e do Brasil aponta que os primeiros habitantes da floresta amazônica na Bolívia mudaram a geografia da região plantar alimentos como mandioca, milho e abóbora. Segundo a pesquisa, publicada no último dia 8 de abril na revista científica Nature, a prática há 10 mil anos levou à formação de ilhas florestais que expandiram a biodiversidade naquela área.

A reigão onde hoje fica Llanos de Moxos, no norte da Bolívia, conta com 4 700 ilhas que seriam consequência dos primeiros agricultores do continente, de acordo com a investigação. Essa região inunda de dezembro a março e é extremamente seca de julho a outubro. Entretanto, as ilhas permanecem acima do nível da água durante a estação chuvosa.

Esses achados indicam que pequenas comunidades começaram a moldar a Amazônia 8 mil anos antes do que se pensava. A pesquisa também revela que essa parte da floresta é um dos primeiros centros de domesticação de plantas do mundo.

Segundo os autores, abóbora, mandioca e milho eram cultivados nas ilhas da floresta, provavelmente por serem ricos em carboidratos e fáceis de cozinhar. A dieta dos primeiros habitantes da região também era complementada por peixes.

Para realizar o estudo, os cientistas fizeram uma análise em larga escala de 61 sítios arqueológicos. Foram coletadas amostras de 30 ilhas florestais e escavações arqueológicas aconteceram em quatro delas. “As evidências sugerem que havia pelo menos quatro áreas do mundo em que os humanos domesticaram plantas há cerca de 11 mil anos, duas no Velho Mundo e duas no Novo Mundo. Esta pesquisa nos ajuda a provar que o sudoeste da Amazônia é provavelmente o quinto”, diz José Iriarte, da Universidade de Exeter, no Reino Unido, em comunicado à imprensa.



Fonte: Revista Galileu



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