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Plantas aquáticas ao respirarem em excesso passam a disputar oxigênio com os peixes

Compartilhe:     |  14 de julho de 2014

Apesar de beneficiarem o ambiente como um filtro natural e proporcionarem sombra, abrigo e alimento para moluscos, larvas, répteis, alevinos, anfíbios e insetos, entre outros seres vivos, as plantas aquáticas também podem ser prejudiciais a eles, pois absorvem os nutrientes disponíveis na água. Além disso, no mesmo processo em que liberam oxigênio e retiram o gás carbônico da água, ao fazerem a fotossíntese durante o dia, as plantas aquáticas ao respirarem em excesso passam a disputar oxigênio com os peixes.

O aguapé, conhecido ainda como baronesa, orelha-de-jegue, jacinto d´água ou miriru, é a planta aquática mais comum em lagos, represas e açudes e tem uma capacidade de se multiplicar muito rápida. Em quatro meses, dois aguapés chegam a atingir 1,2 mil plantas. Embora torne-se difícil de ser removido com a proliferação veloz, o aguapé pode ser extraído manualmente ou com o uso de máquinas.

O procedimento deve ser realizado quando, levadas pelo vento, as plantas se concentrarem à margem da represa. Como alternativa, se for possível, aumente a correnteza da água para mover o aguapé para longe, ou aproveite o hábito de comer vegetais dos peixes herbívoros criando exemplares deles no local. Evite aplicar produtos químicos para preservar a saúde dos peixes.

CONSULTOR: JORGE MENESES, biólogo e consultor em piscicultura, tels. (11) 3081-4128 e (11) 99811-6744, tecnofishconsultoria @uol.com.br



Fonte: Revista Globo Rural - João Mathias



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