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Pneus tornam-se verdes acompanhando indústria automobilística

Compartilhe:     |  7 de novembro de 2014

Com a 28ª edição do Salão do Automóvel em São Paulo, os carros se tornam pauta quente para o momento. O portal Consumidor Consciente já falou sobre o mercado dos elétricos e híbridos, sobre a aplicação de impostos, como fazer a melhor escolha entre gasolina e etanol. Esta é a vez dos pneus.

Parte importante nos veículos, os pneus são constituídos por uma borracha especial – uma mistura de borracha natural, borracha sintética e o chamado “negro de fumo”, um derivado do petróleo usado para deixar a mistura bem resistente – além de camadas de poliéster, náilon e aço. Juntando a borracha aos outros elementos, os fabricantes conseguem produzir seis componentes diferentes, que serão usados para compor cada uma das partes do pneu.

Reinventando a roda
Modelos comuns são compostos por seis partes diferentes

Parede lateral
Feitas de borracha, elas são o elemento de ligação entre a roda do carro e a parte do pneu que encosta na estrada;

Lona de corpo
É a camada que faz o pneu suportar o peso da carroceria do carro. Para aguentar o tranco, ela é feita de uma mistura elástica, com borracha, poliéster e náilon;

Lona estabilizadora
Como o próprio nome indica, essa camada ajuda a dar estabilidade ao pneu. Ela leva pequenas placas de fios de aço, cortadas em ângulos específicos para evitar derrapadas;

Capa de rodagem
É a parte do pneu que entra em contato com o solo. Formada por três tipos de borracha com diferentes composições, a capa de rodagem garante a tração do carro e a durabilidade do pneu;

Talões
São aros de aço envolvidos por uma camada de borracha. É a parte do pneu que entra em contato com a roda do carro;

Estanque
É a parte interna do pneu. Formada por várias camadas de borracha, ela impede a saída do ar e a perda de pressão do pneu, dispensando as antigas câmaras.

Confira no vídeo abaixo como se dá o processo de produção de um pneu.

Com o programa do Inovar-Auto que, entre outras deliberações, determina que as montadoras reduzam 13% das emissões de carbono dos veículos produzidos até 2017, as fabricantes de pneus precisavam entrar no ritmo. Afinal, quando um setor decide tornar-se mais sustentável, é incoerente ele continuar com fornecedores que não tenham a mesma ideia que ele.

Além disso, a partir de 2015, por lei, todos os pneus comercializados no Brasil terão uma etiqueta do Inmetro, que trará informações sobre resistência à rolagem, eficiência de frenagem no molhado – classificados em letras de A (melhor) a G (pior) – e nível de ruído.

Os pneus G sequer poderão ser vendidos. Com todas essas informações disponíveis ao consumidor no momento da compra, ficará mais fácil escolher o modelo que possui o melhor custo-benefício, além de obter informações sobre a composição do item e se ele pode ser considerado sustentável ou não.

Tempo de ser sustentável
Acompanhando as mudanças e melhorias em questões de eficiência energética, automóveis elétricos e híbridos e a lei que entra em vigor no ano que vem, a indústria pneumática decidiu ser um pouco mais “verde”.

Bridgestone
Uma das primeiras fabricantes a oferecer ao mercado índices de resistência ao rolamento – segmento “verde”, a Bridgestone comercializa o pneu B250 Ecopia desde 2010.

Além de contribuir para a redução da poluição no meio ambiente, através de uma maior eficiência de energia do veículo, a resistência ao rolamento desses pneus chega a ser até 40% menor que a dos pneus convencionais. Isso resulta em uma economia do consumo de combustível de até 4%, sem colocar em risco a segurança e sem comprometer a dirigibilidade em piso molhado e nas frenagens.

A empresa desenvolveu a tecnologia NanoPro-Tech™ (Nanostructure-Oriented Properties Control Technology) através de pesquisas no campo da nanotecnologia, que controla a afinidade entre os polímeros e os outros materiais que compõem o pneu. Através dela, foi possível diminuir a resistência ao rolamento, o que resultou na melhoria da eficiência de combustível. Com isso, ela também minimiza a produção de emissões de dióxido de carbono (CO2), que contribuem para o aquecimento global.

“O objetivo da Bridgestone é criar vários compostos usando a NanoPro-Tech™ e aplicá-los em seus pneus, trazendo aos consumidores mais segurança e excelente desempenho ecológico”, reforça Ariel Depascuali, presidente da Bridgestone do Brasil.

Pirelli
A marca tem uma linha completa de pneus verdes que aliam sustentabilidade, performance e economia. A linha Pirelli Green Performance é composta pelos novos Cinturato P1, Cinturato P7 e Scorpion Verde All Season. Estes novos produtos nascem com tecnologia de última geração, pesam cerca de 8% a menos que os correspondentes tradicionais e utilizam materiais inovadores, o que permite reduzir o consumo de combustível e as emissões de CO2 dos automóveis.

“A borracha é uma cadeia longa de moléculas. A sílica misturada a essa borracha torna a cadeia mais solta e diminui a histérise, que é a geração de calor que ocorre no pneu quando ele flexiona. Quanto menor for esse calor, mais eficiente é o pneu”, diz Roberto Falkenstein, diretor de pesquisa e desenvolvimento da Pirelli. “Por isso, a aderência desses pneus com o solo, tanto em frenagens quanto em curvas, é igual à dos comuns.”

A melhora da relação entre o perfil do pneu e o desenho da banda de rodagem, juntamente com os compostos inovadores como sílica e polímeros funcionais, são responsáveis pela redução de consumo de combustível e emissões de CO2 de um veículo.

Os novos pneus trazem quatro símbolos nos flancos, que representam suas principais características de sustentabilidade: redução do consumo de combustível; menor emissão de CO2; alta quilometragem; e redução de ruído.

*São 160.000 gramas de CO2 por veículo a menos na atmosfera anualmente;
*Isto significa mais de 100 garrafas PET de redução de poluição diária vindo do seu carro;
*Se fosse para toda a frota nacional, seria algo como 1.600 Maracanãs ao ano de poluição a menos, ou a frota de todo o estado do Espírito Santo.

Confira mais detalhes no vídeo abaixo.

Mais de mercado
A Michelin lançou o modelo Energy Saver. É a quarta geração de pneus de baixo consumo e permite economizar dezenas de litros de combustível durante a sua vida útil.

O modelo Eco EC201, da Dunlop, é um pneu de produção sustentável, criado para ser um modelo de alto desempenho, segurança e durabilidade. “Perfeito para quem procura economia, mas não quer perder eficiência na estrada”. Ele é produzido com o sistema Digi-Tyre de concepção – composto diferenciado na banda de rodagem, focado na economia de combustível.

A alemã Continental está cooperando com o Instituto Fraunhofer de Biologia Molecular e Ecologia Aplicada (IME, na sigla em alemão). O objetivo é usar látex natural obtido a partir das raízes do dente-de-leão como um substituto viável comercialmente para o látex natural a partir de plantações de florestas tropicais.

No último dia 30 a empresa apresentou os primeiros pneus de teste fabricados a partir do material que a empresa está chamando de Taraxagum™. A borracha natural nas bandas de rodagem desses pneus de teste foi completamente substituída por Taraxagum™.

No longo prazo o objetivo deste projeto é encontrar uma solução ecológica, econômica e socialmente viável para a demanda crescente por borracha natural. O Dente-de-Leão russo pode ser cultivado em terras não usadas previamente em regiões temperadas por toda a Europa e também próximo às plantas da Continental Pneus. Isso reduz as rotas de transporte, minimizando também o impacto ambiental.

Com informações dos portais Mundo Estranho, Ideia Sustentável, Pirelli, Michelin, Dunlop e Continental.



Fonte: Consumidor Consciente



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