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Pó de antigo peixe africano transportado pelo vento serve de adubo na Amazônia

Compartilhe:     |  26 de setembro de 2014

Um material rico em nutrientes está sendo transportado em milhões de toneladas de poeira do Saara através do Atlântico a cada ano.

Há muito os cientistas reconhecem este corredor como uma via de nutrição para a floresta, mas agora uma equipe do Reino Unido foi capaz de mostrar que a maior parte do fósforo dessa poeira é obtido a partir dos espinha e escamas de peixes e outros organismos — animais que viviam em Mega-lago Chade, um corpo maciço de água que cobria a África há milhares de anos. Quando esses animais morreram, seus restos afundaram em sedimentos lodosos, hoje expostos na Depressão Bodélé, formada quando o lago secou.

Satélites regularmente registram vastas nuvens de poeira saindo do Chade através do oceano para a América do Sul. O pó contém apatita mineral, ou fósforo, nutriente essencial para a fotossíntese. Ao analisar a estrutura cristalina da apatita, os pesquisadores revelaram sua verdadeira origem.

— Esta é a primeira vez que espinha de peixe e fósforo são encontrados em poeira — disse à “BBC” a professora Karen Hudson-Edwards, da Universidade de Londres. — A descoberta é importante porque esse tipo de fósforo é mais solúvel e disponível para os ecossistemas como a Amazônia do que outros tipos de fósforo que vêm de rochas.



Fonte: O Globo



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