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Poluição pode aumentar número de AVCs e potencializar a ansiedade, dizem estudos

Compartilhe:     |  25 de março de 2015

Não resta dúvida sobre o prejuízo causado ao meio-ambiente pela poluição e, nos últimos tempos, também fica cada vez mais evidente os danos à saúde humana. Agora, dois estudos revelam novos males da contaminação do ar: pode aumentar o risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e potencializar a ansiedade.

Uma pesquisa da Universidade de Edimburgo, na Escócia, publicada na revista “British Medical Journal” analisou 103 estudos, publicados em 28 países, sobre a relação entre a poluição e AVC e comprovou que a exposição ao monóxido de carbono, dióxido sulfúrico, dióxido de nitrogênio e ozônio — alguns presentes, principalmente, na fumaça dos carros— aumenta o número de mortes por esse tipo de causa. Os cientistas evidenciaram que, embora apenas 20% dos estudos analisados sejam focados em países subdesenvolvidos ou emergentes, nas nações mais pobres o vínculo entre poluição e AVC foi maior devido à concentração desses poluentes.

“Políticas ambientais e de saúde pública deveriam tentar reduzir os níveis de poluição, isso poderia acarretar a queda do número de AVCs”, afirmam os pesquisadores no estudo.

Na Faculdade de Saúde Pública de Harvard, os cientistas estabeleceram uma relação também entre a poluição e a ansiedade. Os pesquisadores analisaram 71.271 mulheres, entre 57 e 85 anos, levando em conta a distância que moravam de uma rodovia. Foi analisada a exposição aos poluentes, com base em dados metereológicos e geográfios, em cinco períodos: um mês, três meses, seis meses, um ano e quinze anos. Além disso, as mulheres foram submetidas a um questionário para avaliar o grau de ansiedade de cada uma. O estudo, publicado também na “British Medical Journal”, concluiu que as que moravam mais perto das rodovias, entre 50 e 200 metros, eram mais propensas a apresentar sintomas de ansiedade que as que viviam mais longe das estradas.

“A poluição causa inflamação sistêmica, por esse motivo é razoável que os pesquisadores voltem seu olhar para o terreno da saúde mental e procurem fatores de risco para essa doença que vem aumentando”, afirmou em um editorial da mesma revista o pesquisador Michel Brauer da Universidade British Columbia, no Canadá.

O pesquisador chamou atenção, entretanto, para o fato de a pesquisa não ter levado em conta fatores como o barulho, que também pode aumentar os problemas nervosos, a pressão atmosférica e a intensidade do sol.

“ As pesquisas confirmam a necessidade urgente de controlar a poluição em todo mundo, como algo que prejudica a saúde, e oferecem a promessa de que sua redução poderia diminuir uma grande quantidade de doenças”, disse Brauer.



Fonte: Extra



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