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Pombos passam fome durante pandemia e ONGs saem em defesa da espécie

Compartilhe:     |  10 de abril de 2020
Com menos pessoas nas ruas, os pombos ficaram sem as migalhas de alimentos que costumam ter acesso e, por isso, estão passando fome

Num momento de forte crise em todos os setores, em que os animais não são exceção, Organizações de Proteção dos Animais têm tornado públicas as suas diversas preocupações com o presente e futuro dos animais. Uma das espécies que está sofrendo as consequências do necessário Estado de Emergência, e que não tem sido levada em conta, são os pombos.

Assim, três entidades de proteção dos animais de Portugal uniram-se na elaboração de um documento (disponibilizado na íntegra em: https://we.tl/t-WVLTfNdkX5) que tem o objetivo de trazer explicações sobre o tema para ajudar a acabar com mitos absolutamente obsoletos e infundados sobre a espécie.

Neste momento, milhares de pombos estão condenados à fome e a uma morte lenta, ainda mais cruel do que a costumeira captura e posterior matança, através de métodos capazes de traumatizar qualquer indivíduo com sensibilidade.

Os três grupos colocam-se à disposição dos organismos estatais para ajudar a fazer parte da solução de um problema que acreditam que, com trabalho e vontade política, poderá ter um fim à vista.

Para Joana Antunes, coordenadora da PVDP, “é fundamental que se aposte definitivamente no método de controle da população de pombos urbanos através da implementação de pombais contraceptivos e se procure apostar na sua gestão coordenada e eficaz. É preciso aprender com quem estudou e estuda estes animais há tantos anos lá fora, uma vez que em Portugal não existem especialistas nesta matéria”.

“Os pombos são animais sencientes e as cruéis capturas levadas a cabo pelos municípios são passíveis de violar legislação interna e também comunitária, pelo que a insistência neste método cruel acabará por trazer consequências também a nível legal aos municípios”, completou.

Segundo Sandra Duarte Cardoso, Presidente da SOS Animal, “a gestão populacional exercida pela maioria das entidades governamentais não recorre à ciência aliada à ética. Recorrentemente perpetuam metodologias desatualizadas, que custam sofrimento e morte a milhares de animais todos os anos. Não é aceitável do ponto de vista civilizacional, que o controle de populações possa ser exercido pela escassez ou ausência de alimento e outros métodos como a matança indiscriminada. É uma prática cruel, sem ética e não há ciência alguma que possa justificar esta barbárie para com mais estes animais não humanos.”

Rita Silva, Presidente da ANIMAL reforça: “num momento como o que atravessamos, em que se impõe que tenhamos ainda mais empatia para com quem nos rodeia, seja de que espécie for, felizmente é permitido pelo Decreto que regulamenta o Estado de Emergência, sair, com os devidos cuidados, para alimentar os animais. Os pombos também são animais! Pois bem, o mínimo que se pode requerer é que sejam cessadas quaisquer capturas e que ninguém seja punido por matar a fome a quem, mais tarde ou mais cedo, a fome acabará por matar”.

O documento poderá ser conferido em: https://we.tl/t-WVLTfNdkX5



Fonte: Anda



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