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Por conta de mudanças climáticas, crises humanitárias vão dobrar até 2050

Compartilhe:     |  21 de setembro de 2019

Um novo relatório da Cruz Vermelha afirma que, até 2050, o número de pessoas que precisarão de assistência humanitária dobrará por conta das mudanças climáticas. O documento foi batizado de “O Custo de Não Fazer Nada” e estima que, atualmente, 2 milhões de indivíduos precisam de ajuda todas as semanas por conta de eventos relacionados à emergência climática.

Segundo a intituição, as mudanças na Terra resultam, entre outros fatores, em tempestades, secas e inundações mais severas, o que afeta diretamente as populações mais vulneráveis, Com o agravamento do aquecimento global, a tendência desse cenário é piorar: 200 milhões de pessoas precisarão de auxílio humanitário por ano — hoje esse número é estimado em 108 milhões.

“Essas descobertas confirmam o impacto que as mudanças climáticas continuarão causando em algumas das pessoas mais vulneráveis ​​do mundo. Também demonstra a tensão que o aumento de desastres relacionados ao clima poderia causar às agências de ajuda e aos doadores [de verba]”, disse o presidente da Cruz Vermelha, Francesco Rocca, em declaração.

Estima-se que até 2030, US$ 20 bilhões (R$ 83,4 bilhões) terão de ser direcionados ao auxílio dessas pessoas. “O relatório mostra o custo claro e assustador de não fazer nada. Mas também mostra que há uma chance de fazer algo. Mas agora é a hora de tomar medidas urgentes”, declarou Rocca.

O documento também mostra que tomar atitudes agora, enquanto ainda há tempo, pode fazer a difetença. Para a Cruz Vermelha, essas iniciativas devem priorizar o desenvolvimento inclusivo e inteligente para o clima. “Ao investir na adaptação climática e na redução do risco de desastres, inclusive por meio de esforços para melhorar o alerta precoce e a ação humanitária antecipada, o mundo pode evitar um futuro marcado pela escalada do sofrimento e pelo aumento dos custos da resposta humanitária”, afirmou o chefe da instituição.

Dessa forma, os especialistas acreditam que o número de pessoas que precisarão de assistência humanitária internacional pode diminuit até 90% em relação a hoje. “[Esse relatório] mostra alguns dos possíveis resultados positivos se, de fato, a comunidade global agir agora para criar resiliência, adaptar-se e enfrentar a atual crise climática”, apontou Julie Arrighi, consultora da Cruz Vermelha.



Fonte: Revista Galileu



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