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Por que parar de fumar é mais difícil para algumas pessoas, diz pesquisa

Compartilhe:     |  15 de junho de 2014

Pesquisadores identificaram uma função cerebral que indica se as estratégias para deixar de fumar à base de recompensa serão eficazes em determinados fumantes.

No estudo, os pesquisadores realizaram testes cerebrais em fumantes que estavam privados de cigarros por pelo menos 12 horas e descobriram que a maioria entre os motivados por recompensa eram menos propensos a parar de fumar.

“Acreditamos que nossos resultados podem ajudar a explicar por que alguns fumantes acham tão difícil parar de fumar”, disse Stephen J. Wilson, professor assistente de psicologia, da Universidade Estadual da Pensilvânia. “Ou seja, as potenciais fontes de reforço para deixar de fumar – por exemplo, a perspectiva de poupar dinheiro ou melhorar a saúde – podem ser de menos valor para algumas pessoas e, consequentemente, terem menos impacto em seu comportamento.”

Primeiro, os pesquisadores disseram aos fumantes que eles seriam autorizados a fumar em duas horas. Com a intenção de colocá-los à prova, depois, lhes disseram que aquilo havia sido um erro e que seriam autorizados a fumar em 15 minutos. Antes de permitirem que eles fumassem, os pesquisadores prometeram a quantia de US$ 1 para cada cinco minutos que eles ficassem sem o cigarro.

O grupo de teste era composto por 44 fumantes, com idades entre 18 e 45 anos, que fumavam pelo menos 10 cigarros por dia.

Os pesquisadores analisaram as respostas do corpo estriado ventral, a área do cérebro responsável pela motivação e comportamento orientado por um objetivo. Os que apresentavam as respostas mais fracas do corpo estriado eram menos propensos a se absterem de fumar.

Wilson acredita que sua pesquisa possa levar a soluções para identificar os fumantes mais problemáticos e desenvolver novos métodos de parar de fumar específicos para suas necessidades.

“Nossos resultados sugerem que pode ser possível identificar os indivíduos de maneira prospectiva, medindo como seus cérebros respondem a recompensas, uma observação que tem implicações conceituais e clínicas significativas”, disse Wilson. “Por exemplo, os fumantes especialmente ’em risco’ poderiam ser identificados antes de uma tentativa de parar e receber intervenções especiais, criadas para aumentar suas chances de sucesso.”

O estudo foi publicado online pela Associação Americana de Psicologia.



Fonte: Revista Galileu



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