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Por que tanta gente tem tendinite e como evitar incômodo tão doloroso?

Compartilhe:     |  5 de outubro de 2019

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma a cada 100 pessoas sofre com a dolorosa tendinite. Como o corpo humano tem mais de 4 mil tendões — e a tendinite é a inflamação de algum deles —, fica fácil entender porque os números são tão altos.

Todo tendão, da cabeça aos pés, pode sofrer tendinite. Mas, por causa da vida moderna, as áreas mais afetadas são as dos punhos e antebraços. Mexer repetitivamente no celular, digitar no teclado do computador e até dirigir estão entre as principais causas do problema.

A tendinite pode acometer qualquer pessoa. Mas as maiores vítimas são as que não fortalecem os músculos, deixam o alongamento de lado e adotam uma postura inadequada ao longo do dia.

Por quê? O tendão é um cordão fibroso que tem a função de unir o músculo ao osso. Se ele sofrer traumas diários (aqueles movimento repetitivos do dia a dia) e não tiver o apoio dos músculos para aguentar o tranco, fica sobrecarregado — é essa sobrecarga que provoca inflamação.

Geralmente, a tendinite começa a se manifestar com uma dor localizada, por exemplo no antebraço e nos punhos. Aos poucos, ela irradia para a musculatura ao redor. Um pequeno incômodo no punho pode alcançar o pescoço e se transformar em um uma forte cefaleia tensional.

Essas dores pioram com o movimento e resultam em diminuição da força. Em casos mais graves e não tratados, tornam-se persistentes e capazes de atrofiar a musculatura.

Uma tendinite pode durar dias, semanas, meses… ela eventualmente vira um quadro crônico que desencadeará processos mais sérios, como compressão das articulações, hérnia de disco, desgastes nos joelhos e por aí vai.

Para se manter saudável, o tendão precisa de suporte mecânico, assim por dizer. A melhor maneira de prevenir a tendinite é realizar exercícios diários, a exemplo de alongamento e mobilizações orientadas por um fisioterapeuta. A atividade física moderada, com direito a fortalecimento da musculatura, também é uma grande aliada.

Esse conjunto de atitudes, eventualmente com uso de remédios e acompanhamento mais próximo do fisioterapeuta, também ajuda a curar a tendinite (e outras inúmeras patologias ortopédicas) de maneira mais rápida e eficiente.

*Cadu Ramos é fisioterapeuta e especialista em fisioterapia e traumatologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)



Fonte: Saúde - Cadu Ramos, fisioterapeuta*



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