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Por uma Black Friday mais consciente e que evite excessos e desperdícios

Compartilhe:     |  23 de novembro de 2018

No dia 23 de novembro o Brasil celebra pela 8ª vez a Black Friday, movimento do comércio varejista herdado dos EUA que inicia oficialmente a corrida de compras para o Natal. Segundo a Ebit/Nielsen, são esperados R$ 2,43 bilhões em faturamentos.

Porém, especialistas alertam que a data não justifica que o consumidor abandone sua consciência na hora de consumir.

“O consumo faz parte da vida, mas em equilíbrio. Em excesso, motivado pela posse e acúmulo, e não pelo bem-estar, gera degradação no meio ambiente e no nosso dia a dia. A relação de equilíbrio com a natureza traz benefícios para todos nós, com ar limpo, água, extração de produtos naturais, lazer e saúde”, chama a atenção Gabriela Yamaguchi, diretora de Engajamento do WWF-Brasil, ONG nacional que busca o equilíbrio entre a prosperidade humana e a conservação da natureza.

Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) mostrou que 85% das pessoas fazem compras por impulso e quase metade delas (47%) já compraram algo que nunca usaram.

“O planeta não está aguentando o nível de demanda da humanidade. A natureza é simplesmente incapaz de se renovar na velocidade cada vez mais rápida que precisamos”, complementa Gabriela.

Como adequar a Black Friday ao consumo consciente

O WWF-Brasil lançou recentemente a proposta do Presente Consciente. A ideia é incentivar o cuidado com o planeta e diminuir o desperdício. Ao invés de presentear um amigo ou familiar com um produto físico, é possível mobilizar pessoas e arrecadar doações. Assim, o amigo secreto do Natal, por exemplo, vira uma ação em família pela conservação dos biomas brasileiros.

Independente se você vai investir em presentes ou compras para si nessa Black Friday, o mais importante é que, antes de comprar, você se questione sobre a real necessidade de adquirir aquele produto.

Afinal, não é proibido comemorar, mas o ideal é evitar excessos e desperdícios, não só pelo meio ambiente quanto pelo próprio bolso.

“Instituições como o Instituto AkatuInstituto Alana e os Novos Urbanos têm se dedicado a trazer para a sociedade pesquisas e campanhas para mudar o comportamento do consumidor em direção ao consumo mais consciente. Nós do WWF-Brasil indicamos fortemente que todos conheçam o trabalho dessas iniciativas. Precisamos consumir para viver, e não viver para consumir”, finaliza Gabriela.



Fonte: WWF-Brasil - Taís Meireles



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