Notícias

Portugal contra lâmpadas LED, que duram mais de 15 anos e são econômicas?

Compartilhe:     |  18 de abril de 2015

Os Estados-Membros discutem, hoje, o congelamento de uma importante decisão europeia sobre a eficiência energética que, num único voto, vai abrandar a transição europeia para a tecnologia de iluminação LED super eficiente. Anualmente, a Europa consome cerca de 340 TWh em iluminação, cerca de sete vezes o consumo total de eletricidade de Portugal.

Em 2009, a União Europeia (UE) já tinha acordado a eliminação de todas as lâmpadas não direcionais de classe C ou inferior em setembro de 2016, incluindo uma grande parte das lâmpadas de halogêneo. A indústria apoiou convictamente este acordo, contudo agora argumenta que as lâmpadas LED e fluorescentes compactas não estão preparadas para substituir as lâmpadas que vão sair do mercado. Com base em dados de mercado de 2013, a União Europeia propôs um adiamento desta medida por um período de dois anos.

Os peritos de cada Estado-Membro vão votar, hoje, na proposta da União Europeia. Países como a Alemanha, Áustria, Eslováquia, França, Itália, Polônia, Portugal e República Checa, já eram apoiantes deste atraso em 2014, contudo alguns países mais inovadores, como a Bélgica, a Dinamarca e a Suécia divulgaram, este ano, um estudo que revela que a tecnologia LED de grande qualidade evoluiu muito mais rapidamente do que era esperado. Por exemplo, hoje são vendidas lâmpadas LED a um preço que, no estudo da Comissão, só seria expectável alcançar em 2025, mostrando como o mesmo já está ultrapassado.

O atraso desta medida, por dois anos, traduz-se numa eliminação de poupanças energéticas de 33 TWh em 10 anos, pois os consumidores continuariam a comprar lâmpadas ineficientes. Este adiamento acarreta um desperdício de 6,6 mil milhões de euros a nível europeu e 136,9 milhões de euros em Portugal, em despesa com energia elétrica destinada a iluminação pouco eficiente. A concretizar-se, mantém a pressão sobre os objetivos de eficiência energética europeus e perpetua a dependência da importação de energia a partir de fontes pouco fiáveis.

A adoção de iluminação LED, nas cidades e infraestruturas, tornou-se prática comum, já que estas lâmpadas, vencedoras do prêmio Nobel, duram mais de 15 anos e permitem poupanças consideráveis em energia elétrica e dinheiro.



Fonte: GAZETA DO ROSSIO - quercus.pt



Leia também:

Projetos ambientais
Aqui você é o Reporter

Espaço Animal

Holanda se torna o primeiro país sem cães abandonados – e não precisou sacrificar nenhum

Leia Mais