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Preservar o meio ambiente é fundamental para evitar novas pandemias

Compartilhe:     |  17 de outubro de 2020

Esta semana, a organização WWF-Brasil fortaleceu o alerta sobre a importância da preservação ambiental para prevenir pandemias, como a da Covid-19. Pesquisadores e cientistas já afirmaram que manter a integridade das florestas, unidades de conservação e terras indígenas, por exemplo, é fundamental para evitar novas crises sanitárias.

De acordo com a ONG, há chances de ocorrências de novos surtos quando fatores como estes acontecem: criação, coleta e tráfico de animais; convivência intensa de espécies silvestres, animais domésticos e humanos em péssimas condições de vida. Além disso, criadouros de animais próximos a áreas naturais também favorecem risco, como ocorre nas práticas da agropecuária brasileira.

“Também aparecem como ameaça o agravamento da crise climática – provocada pelas atividades humanas – e as mudanças no uso do solo, que podem criar ambientes favoráveis à reprodução de vetores”, afirma.

O WWF-Brasil destaca que a crise climática global contribui com esse cenário, pois é capaz de criar mudanças na área de vida de animais silvestres, aumentando o contato com humanos e animais domésticos de forma inesperada. Os eventos climáticos também facilitam, indiretamente, a fragmentação das florestas, que geram condições convenientes a geração de novas doenças em massa.

Mudanças nos padrões de consumo atuais

“Entre os cenários que se colocam para o mundo pós-covid-19 está a continuidade dos antigos padrões de produção e consumo, o que significa perpetuar a situação de estrangulamento dos recursos naturais e das condições de vida na Terra”, cita.

Para a organização, é preciso que haja, em qualquer um dos cenários, a construção de uma nova relação que oriente os propósitos sustentáveis, através da regulamentação e do controle pelos países, com o intuito de promover a recuperação das vidas e da economia.

“O segundo [estrangulamento dos recursos naturais e das condições de vida] aponta para uma economia global em recessão, escassos recursos para a conservação e redução de expectativas quanto às agendas ambiental e climática. O terceiro e mais otimista projeta a retomada econômica em bases sustentáveis e uma percepção da natureza como a grande aliada da humanidade”, continua.

No Brasil, combater o tráfico e o comércio ilegal de animais selvagens devem fazer parte das abordagens de políticas públicas futuras. Além disso, melhorar as condições de saneamento básico e acesso aos serviços de saúde nas áreas rurais são recursos em situação de emergência.

Por fim, é importante que os pacotes de recuperação da economia tenham atenção a economia verde e a justiça socioambiental. Para isso, é necessário evitar retrocessos nas legislações que protegem o meio ambiente, buscando soluções efetivas para conservação da biodiversidade.



Fonte: Anda - Gustavo Henrique Araújo



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