Trilhas da Paraíba

Princesa Isabel Marca do turismo histórico e cultural

Compartilhe:     |  18 de julho de 2020

Distante 413 km de João Pessoa, o município de Princesa Isabel é um convite ao turismo histórico e cultural da Paraíba. O município, há 90 anos, foi palco em 1930 da Revolta e Princesa, sob o comando do Coronel José Pereira, considerada a mais decisiva do século XX, na Paraíba, em que pese os desdobramentos históricos, no âmbito estadual, conflito que levou o nome da cidade para o cenário nacional. O atual prefeito Ricardo Pereira do Nascimento relata que a história política vivenciada, torna o município um verdadeiro convite ao turismo.

“Esse atrativo histórico só existiu aqui em Princesa Isabel, que foi a ponta do iceberg para o Rio Grande do Sul, quando surgiu a Revolução de 1930, já que o que aconteceu lá foi inspirado com a Revolução de Princesa”. Esse fato, conforme o prefeito, aliado aos belos casarios no Centro Histórico, muitos tombados pelo Iphan – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, formam um conjunto de atrativos para uma viagem a um tempo de luta onde o “coronelismo” era forte na política nordestina.

O prefeito revela que está trabalhando no resgate a esse potencial turístico de Princesa, com um projeto de revitalização que prevê também a implantação turística no Açude Padre Ibiapina, local que esteve inserido nos “Caminhos do Padre Ibiapina”. No projeto consta a colocação de uma estatua do Padre em uma ilha existente no açude para visitação turística. No município também existe a Lagoa da Cruz, onde migraram para Pernambuco os desbravadores da Coluna Prestes, “quando esses desbravadores souberam que o Coronel José Pereira era o líder político do município, eles se retiraram daqui”, conta o prefeito.

Outro projeto a atual administração municipal está desenvolvendo juntamente com o neto de Luís Carlos Prestes, que, juntamente com Miguel Costa, foram os responsáveis pelo movimento revolucionário também chamado Projeto preserva as habitações do Centro Histórico da cidade de Princesa Isabel O Centro Histórico é o registro de um tempo em que o “coronelismo” era forte na política Coluna Miguel Costa-Preste. O projeto consta da implantação de um monumento feito em cimento em homenagem ao movimento político. Um ponto turístico que é bastante visitado é a Praça das Estrelas, local que deu início à habitação da cidade de Princesa Isabel.

Diz a história que o local tem um olho d’água que era ponto de parada para os vaqueiros perdidos. Eles vinham beber água e foram habitando o local, que também tem uma pequena casa feita de taipa em homenagem a Natália do Espírito Santo, primeira mulher a residir no local. Mas o grande atrativo aos olhos dos turistas que chegam ao município é o Palacete do José Pereira, situado na Praça Epitácio Pessoa, local onde se encontra a única estatua de corpo inteiro do político, sendo ela confeccionada em bronze. No Palacete José Pereira o seu bisneto Thiago Pereira preserva um pouco da história que é retratada em fotografias, poucos móveis e utensílios domésticos da casa do Coronel José Pereira.

Na sala principal do Palacete José Pereira, ele expõe um espelho de cristal que foi um presente no casamento do seu bisavô, uma bela cristaleira, chapeleiro, relógio e uma mesa muito bem conservada com cerca de cem anos que pertenceu ao sogro de Zé Pereira, que o presenteou. Mas é no povoado Lagoa de São João, que acontece sempre no mês de setembro a principal festa do município que é um dos maiores produtores de mandioca do Nordeste e que também produz uma das melhores farinhas do país.

A comunidade abriga uma população de 412 famílias agricultoras que sobrevivem plantando a cultura da mandioca em 220 hectares de terra, que lá mesmo é beneficiada e transformada em farinha, biscoito, sorvete, goma e outros derivados do produto. São quatro comunidades que trabalham na região com a mandiocultura, algo em torno de 200 produtores, povoado Lagoa de São João e as famílias do Ecedro, Mãe Cambira e Moça Branca.

No período da Festa da Mandioca e da Cavalgada, o povoado recebe pessoas de diversos Estados, contribuindo para o incremento nos produtos de toda cadeia produtiva da mandioca. O evento, que já é reconhecido nacionalmente, não será realizado neste ano por conta da pandemia causada pelo coronavírus, cuja determinação da Organização Mundial da Saúde é evitar aglomerações.



Fonte: Jornal A União - Teresa Duarte



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