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Problemas na tireoide afetam 10% das mulheres acima dos 40 anos

Compartilhe:     |  28 de dezembro de 2014

Cerca de 10% das mulheres acima de 40 anos e 20% das que têm mais de 60 sofrem de problemas na tireoide, segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Localizada na parte anterior do pescoço, a glândula produz os hormônios T3 e T4, que ajudam na função e na metabolização de todos os outros hormônios do organismo. Por isso, é importante identificar precocemente doenças que a afetem. Um autoexame simples pode ajudar nesse diagnóstico.

— Se a tireoide não estiver funcionando bem, o ganho de massa muscular não ocorre, o coração não bate na frequência correta. Tanto o hipotireoidismo quanto o hipertireoidismo podem levar à morte se não tratados — alerta a endocrinologista Giseli Iglesias.

O hipotireoidismo se caracteriza pela queda da função da tireoide. Para compensar a baixa, a glândula aumenta de tamanho, formando um bócio. Os sintomas são queda de cabelo, queda do terço externo das sobrancelhas, inchaço das pernas, fadiga, sonolência, ganho de peso, lentidão de raciocínio, falta de disposição, alteração da menstruação, baixa de libido e diminuição da frequência cardíaca.

Já o hipertireoidismo ocorre quando um nódulo surge na tireoide e passa a comandar a produção dos hormônios T3 e T4. Como ele não obedece ao controle da hipófise (glândula localizada na parte inferior do cérebro), esses hormônios são lançados no organismo em maior quantidade do que a necessária.

Os sintomas são irritabilidade, insônia, emagrecimento excessivo com perda de massa muscular, aumento da frequência de evacuação, sensibilidade ao calor, tremor nos dedos e aceleração dos batimentos cardíacos.

 

De acordo com Giseli Iglesias, ambas as doenças podem ser de natureza autoimune — o corpo produz anticorpos que agridem a tireoide — ou aparecerem devido à falência de todo o eixo hormonal, processo que se dá com o envelhecimento.

Outro problema que pode atingir a glândula é o câncer, que surge na forma de nódulo: em geral, ele não altera a função, apenas a anatomia da tireoide. Os principais tipos de tumor são locais e de fácil tratamento, desde que o diagnóstico não seja extremamente tardio. No entanto, um tipo raro que afeta homens é mais agressivo e requer intervenções terapêuticas rápidas.



Fonte: Extra - Camilla Muniz



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