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Problemas respiratórios dos cães têm origem no DNA, afirma estudo

Compartilhe:     |  21 de maio de 2019

Um novo estudo mostrou que problemas respiratórios comuns em cães como pugs e buldogues têm origem também na genética, e não apenas por questões anatômivas. Até então, acreditava-se que os focinhos achatados dos cachorros dessas raças eram responsáveis pelas complicações.

Como contam os especialistas, os rostos “amassadinhos” dos animais resultam na chamada síndrome braquicefálica, relacionada a problemas respiratórios nos animais. “Embora a forma do crânio continue a ser um fator de risco importante, nosso estudo sugere que o status do [gene] ADAMTS3 deve ser considerado também. Mais estudos são necessários para dissecar a natureza complexa desta doença devastadora”, afirmou Jeffrey Schoenebeck, membro da pesquisa, de acordo com o EurekAlert.

A descoberta ocorreu após os pesquisadores analisarem o DNA das raças de cachorro que têm o problema por conta da anatomia, e compará-los com as informações genéticas de cãezinhos norwich terriers — que têm focinho proporcional aos seus corpos.

Cãozinho da raça norwich terrier (Foto: Wikimedia Commons)

A equipe, então, detectou uma mutação do DNA no gene chamado ADAMTS3, que não está ligado à forma do crânio e já foi responsabilizado por causar retenção de líquidos e inchaço. A alteração também é comum em buldogues franceses e ingleses, o que pode explicar por que alguns cães dessas raças desenvolvem problemas respiratórios e complicações mesmo após cirurgias para tratá-los.



Fonte: Revista Galileu



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