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Procase trabalha pelo desenvolvimento sustentável do Cariri, Seridó e Curimataú

Compartilhe:     |  9 de maio de 2016

Atualmente com cerca de R$ 13 milhões investidos e 92 projetos produtivos, beneficiando 2.072 famílias, somando-se a mais 560 ações do Plano Emergencial de combate aos efeitos da estiagem, em andamento, no qual estima-se o benefício a pelo menos 3.920 famílias do semiárido paraibano, o Projeto de Desenvolvimento Sustentável do Cariri, Seridó e Curimataú (Procase) apresenta-se como um grande impulsionador do desenvolvimento.

O Coordenador do Procase, Hélio Silva Barbosa, explica que o projeto visa melhorar de forma sustentável a renda agrícola e não agrícola, os ativos produtivos, as capacidades organizacionais e as práticas ambientais da agricultura familiar que é desenvolvida no seu território de intervenção, o semiárido paraibano. “O Procase trabalha potencializando cadeias produtivas já existentes e estimulando novos investimentos, a partir das vocações de cada território, sempre primando pela segurança hídrica e alimentar de rebanhos e populações humanas, o que tem propiciado oportunidade de geração de renda e dinamização econômica na região”, ressalta.

Ele acrescenta que o Procase também visa replicar e difundir tecnologias sociais que propiciam a convivência com o semiárido. “Os investimentos atuais na implantação de 560 campos de produção de palma forrageira resistente à cochonilha do carmim, sub irrigados a partir de água de poços tubulares ou barragens subterrâneas, usando a energia solar, são exemplos práticos do que está sendo feito”, frisa.

Hélio informa que o Procase prioriza as atividades de caprinovinocultura, fruticultura do semiárido, artesanato, horticultura, empreendimentos associativos e cooperativos e outras atividades relativas às novas ruralidades que serão firmadas a partir das dinâmicas locais, de forma que tal apoio busque o fortalecimento da economia rural local, da gestão social dos empreendimentos de forma permanente e sustentável.

Segundo revela o coordenador do Procase, o projeto já contabiliza resultados positivos em suas ações e vislumbra novas intervenções. Até o momento, foram entregues mais de 400 animais, entre caprinos e ovinos, diversas máquinas para produção e conservação de forragem. Além disso, está em andamento a construção de três unidades de beneficiamento de frutas, entre outras ações. Ele confirma que cerca de 50% das metas já foram realizadas.

“Estamos passando por um novo momento do Procase, até então apenas 35 convênios haviam sido firmados, e estes se encontram em fase de implantação e apoio técnico, por parte da equipe do projeto. Outros 57 projetos estão sendo conveniados, frutos do Edital n° 001/2015. Concluída a implantação de todas estas propostas, o projeto investirá em processo de formação e informação do público beneficiário, além de oferta de assessoria técnica para acesso a mercados”, destaca.

Hélio Barbosa explica que o Procase atua com o público da agricultura familiar, pois, segundo ele, é sabido que a agricultura familiar tem capacidade para colaborar na erradicação da fome mundial e alcançar a segurança alimentar sustentável, já que favorece o emprego de práticas produtivas ecologicamente mais equilibradas, como a diversificação de cultivo, o menor uso de insumos industriais e a preservação do patrimônio genético. “Então, se queremos desenvolver o semiárido paraibano, devemos investir na Agricultura de base familiar”, observa.

O projeto atua em 56 municípios, sendo 17 no Cariri Ocidental (Amparo, Assunção, Camalaú, Congo, Coxixola, Ouro Velho, Parari, Livramento, Monteiro, Prata, São João do Tigre, São José dos Cordeiros, São Sebastião do Umbuzeiro, Serra Branca, Sumé, Taperoá e Zabelê); 14 no Cariri Oriental (Alcantil, Barra de Santana, Barra de São Miguel, Boqueirão, Boa Vista, Cabaceiras, Gurjão, Caraúbas, Caturité, Riacho de Santo Antonio, São Domingos do Cariri, Santo André, São João do Cariri e Soledade); 12 no Curimataú (Algodão de Jandaíra, Arara, Baraúna, Barra de Santa Rosa, Cuité, Damião, Frei Martinho, Nova Floresta, Nova Palmeira, Picuí, Remígio e Sossego); Sete no Seridó (Cubati, Juazeirinho, Olivedos, Pedra Lavrada, Pocinhos, Seridó e Tenório);  e seis no Médio Sertão (Junco do Seridó, Salgadinho, Santa Luzia, São José do Sabugi, São Mamede e Várzea).



Fonte: Jornal A União - Alexandre Nunes



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