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Produção de carne ocasiona perda de 60% na biodiversidade global, diz filósofo

Compartilhe:     |  2 de outubro de 2018

O filósofo britânico Ray Monk afirma que aprendeu como a pecuária industrial é ruim para o meio ambiente. A partir disso, ele tomou a decisão de adotar uma dieta vegana.

“Foi algo sobre o qual eu não tinha pensado muito antes: os devastadores efeitos ambientais da criação de animais”, disse ele.

Monk escreveu na revista política e cultural New Statesman, em novembro passado, um artigo no The Guardian intitulado “Vastas culturas de ração animal para satisfazer nossas necessidades de carne estão destruindo o planeta”.

O estudo descobriu que dietas com muita carne contribuíram para uma perda de 60% na biodiversidade global. Isso levou a sua mudança de dieta.

No início deste mês, Monk elaborou seu caminho para o veganismo em um artigo do “Financial Times”, onde ele se referiu à prática de cultivar alimentos para animais como “ridiculamente ineficiente”.

Ray Monk mostrou em estudo como a pecuária industrial está destruindo o planeta (Foto: Reprodução)

O artigo estimulou Monk a conduzir sua própria pesquisa, onde ele aprendeu que fazendas industriais fazem mais do que apenas ocupar vastas quantidades de terra arável. Ela também contribui com mais emissões de gases do efeito estufa do que todo o setor de transporte combinado e exige vastas quantidades de suprimentos de água doce globais.

“Descobri que, nos últimos anos, estudos após estudos demonstraram, sem sombra de dúvida, que nossa dieta atual é insustentável“, escreveu Monk. “No dia seguinte à leitura desses estudos e artigos, eu virei vegano”.

Um estudo publicado em julho passado na revista Science descobriu que 80% das terras agrícolas globais são usadas para criar gado.

A adoção de uma dieta vegana, revelaram os pesquisadores, poderia reduzir o uso de terras aráveis em até 75% – terras do tamanho da Austrália, China, UE e EUA – e reduzir significativamente as emissões de gases do efeito estufa.

“Independentemente das preocupações ambientais, nada me convenceria a ser cúmplice nessa indústria“, escreveu ele, reconhecendo que vacas, porcos, galinhas e até mesmo peixes são criaturas sencientes. “Eu só queria ter me tornado vegano muitos anos antes”.

Monk também acrescentou que desde que adotou uma dieta baseada em vegetais, ele nunca se sentiu mais saudável em 40 anos. Quando ele convenceu um membro da família que vive com diabetes tipo 2 a se tornar vegano, houve uma reversão de seus sintomas de que “ele logo não poderia mais ser diabético”.

De acordo com Monk, o veganismo não é apenas a solução para os efeitos devastadores da mudança climática, mas a chave para todas as criaturas vivas que levam vidas mais felizes e saudáveis. “É uma ideia cuja hora chegou”, disse ele.



Fonte: Anda



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