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Produtores de Caraá e Campo Bom passam a avaliar variedades de aipim

Compartilhe:     |  25 de julho de 2020

Produtores de Caraá e de Campo Bom receberam da Emater/RS-Ascar, na quarta-feira (22/07), as ramas de diversas variedades de aipim originárias da Embrapa, Epagri e Iapar que serão utilizadas para plantio e observação de sua adaptação ao clima, solo e ao gosto dos consumidores da Região Metropolitana de Porto Alegre e do Vale do Rio dos Sinos.

São variedades que demonstraram potencial produtivo nas condições do Cerrado do Brasil Central e de Santa Catarina, e boas características culinárias, que podem trazer aos produtores da região novas alternativas de mercado. Neste grupo de variedades estão representados aipins de rápido cozimento, macios e saborosos e aipins diferenciados quanto ao seu valor nutricional, já que alguns são considerados biofortificados, em função de sua riqueza em carotenóides e licopeno, explica o extensionista da Emater/RS-Ascar, Márcio Dalbem.

O produtor Leandro da Silveira, do município de Caraá, recebeu ramas de 11 variedades para plantio. É um produtor que, por possuir uma agroindústria que processa aipim, terá condições de julgar as qualidades destas variedades para processamento e como o mercado aceitará estas novidades. Já família de Denir Nunes de Andrade, do mesmo município, deverá cultivar outras cinco variedades.

Neste mesmo dia, as ramas foram encaminhadas para o município de Campo Bom, onde os produtores Vanderlei Meurer e Valcir Gilberto Parnow deverão acompanhar estas variedades nas condições encontradas na região do Rio dos Sinos. Parnow também possui uma agroindústria de processamento de aipim e ambos produtores são fornecedores do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), potencial mercado dos aipins biofortificados.

Ao contrário destes dois municípios, onde a experimentação destas variedades é novidade, em Osório a observação do comportamento destas variedades de aipins é desenvolvida desde 2018. Em 2019, o agricultor José Tressoldi, da comunidade de Palmital, instalou uma unidade de observação com as variedades hoje disponibilizadas para Caraá e Campo Bom e, com os extensionistas do Escritório Municipal de Osório e do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar, o produtor já pode comprovar algumas das características destes aipins e sua aceitação pelo mercado. Em Osório, desde o início deste trabalho, existe o apoio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Agricultura e Pecuária, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Osório e da Cooperativa de Consumo e Comercialização dos Pequenos Produtores do Litoral Norte (Coopvida).

O extensionista da Emater/RS-Ascar em Osório, Marcelo Xavier Tozzi, conta que a experimentação teve início no município em 2018, quando foi instalada a primeira unidade de observação na comunidade da Borússia e que estas avaliações devem ter continuidade na safra 2020-2021. Espera-se bons resultados deste trabalho pois, assim, conseguiremos ajudar nossos produtores, comenta Marcelo.

Dalbem considera importante esse trabalho desenvolvido com o aipim na região, pois a avaliação destas variedades frente às normalmente cultivadas pelos produtores e sua validação como superiores ou diferenciadas permitirá que os agricultores familiares da região possam contar com novas oportunidades de mercado e aos consumidores, uma maior diversidade e qualidade dos alimentos são colocadas à disposição.



Fonte: Agrolink - EMATER - RS



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