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Produtores rurais investem em inovações para atender chefs em São Paulo

Compartilhe:     |  24 de novembro de 2014

Mini abóboras e mini berinjelas são verdadeiras iguarias. São 20 variedades de legumes diferenciados, produzidos numa área de cinco hectares em Salto, sudeste de São Paulo.

No sítio que Marcelo Abumussi herdou do pai, a produção de hortaliças e legumes é de 20 toneladas. Os destaques são as pimentas. São mais de 15 variedades e 50% da produção vai para os restaurantes da capital.

Marcelo conta que as pimentas produzidas na propriedade fazem sucesso entre os chefs estrangeiros. Uma parceria de dez anos. As variedades que mais saem são as mexicanas, como a habanero, e as superpicantes trinidad scorpion e a bhut jolokia, que estão entre as pimentas mais ardidas do mundo. O quilo custa R$ 30, o dobro do que a venda convencional.

“A maior vantagem é o preço. A gente fez um preço e ele se mantém estável durante o ano inteiro. O que não acontece com os produtos convencionais, que obedecem a uma oferta e procura. Então, o preço oscila mais”, conta o produtor rural.

Déborah Gaiotto também já percebeu que parcerias como essas são promissoras. Há nove anos, a publicitária deixou o ramo da moda para plantar flores comestíveis, na fazenda do pai, em Cerquilho, também sudeste de São Paulo.

O que era tendência de mercado na época, agora virou ingrediente indispensável nas cozinhas da alta gastronomia. São mais de 50 tipos cultivados em três hectares e meio, duas toneladas produzidas por ano. Um verdadeiro banquete para as abelhas. Flor de mel, verbena, olho de boneca, borago. A beleza encanta não só os olhos, mas também o paladar. E a produção só cresceu porque os chefs de cozinha pediram mais.

Há um ano, a fazenda recebeu o pedido de um chef de cozinha. De lá para cá os esforços foram para fazer o produto se desenvolver. Depois de muitos testes, eles conseguiram produzir um micro pepino. É do tamanho de um grão de arroz. A primeira colheita está prevista para ainda este mês. É uma aposta, porque muitos restaurantes já demonstraram interesse neste ingrediente inusitado.

“O diferencial da nossa produção é isso, é focado de acordo com o cliente da alta gastronomia está procurando. É um produto diferenciado mesmo”, diz Déborah Gaiotto.

Segundo os agricultores, o mercado desses produtos especiais cresce de 10% a 15% ao ano.



Fonte: Globo Rural



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