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Produtos com desreguladores endócrinos podem estar custando mais de R$ 684 bilhões à Europa

Compartilhe:     |  7 de março de 2015

Produtos químicos que alteram os hormônios humanos podem estar custando mais de 150 bilhões de euros (R$ 684,69 bilhões) anuais em danos à saúde humana na Europa. Os dados partiram de pesquisas cujo objetivo era avaliar o alto impacto econômico de produtos químicos presentes em pesticidas, plásticos e retardadores de chama, avaliadas pela Universidade de Nova York.

Os dados foram apresentados na reunião anual da Sociedade de Endocrinologia. No centro da questão, estão substâncias conhecidas como desreguladores endócrinos (EDC) de produtos industriais, que podem bloquear a função de hormônios.

Uma série de estudos recentes tem associado os desreguladores ao declínio no número de espermatozoides, alguns tipos de câncer, déficit de inteligência, obesidade e diabetes. Mas a principal preocupação envolve o seu impacto durante o desenvolvimento nos primeiros anos de vida.

Na União Europeia, um dos mais famosos produtos químicos de desregulação endócrina, o bisfenol A (BPA), foi proibido em mamadeiras, assim como no Brasil, além de brinquedos para crianças.

Os resultados, entretanto, não foram vistos como algo definitivo. Alguns cientistas alegam que os níveis dessas substâncias no ambiente não são altos o suficiente para influenciar a saúde. A Comissão Europeia afirmou que os impactos do EDC ainda não são claros e pediu estudos mais detalhados.

O pediatra Leonardo Trasande, da Universidade de Nova York, disse à BBC que os resultados mostram que a regulação de desreguladores endócrinos poderia produzir benefícios econômicos substanciais que seriam menores do que implementar, por exemplo, alternativas mais seguras de uso.

– É evidente que são necessários trabalhos. Há uma probabilidade superior a 99% de que estes produtos químicos contribuam para doenças.



Fonte: O Globo



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