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Projeto Algodão Ouro Branco avança no perímetro de São Gonçalo em substituição ao coco

Compartilhe:     |  25 de maio de 2019

Com a queda da produção de coco nas Várzeas de Sousa, sobretudo no Perímetro Irrigado de São Gonçalo devido a escassez de água nos últimos anos, agricultores familiares estão aderindo ao cultivo de algodão como novo fonte de renda, trabalhando especificamente com o Projeto Algodão Ouro Branco, da variedade DP 435 da Embrapa, tendo o acompanhamento técnico da Empresa Paraibana de Pesquisa, Extensão e Regularização Fundiária (Empaer) e a venda garantida.

São 36 agricultores familiares trabalhando no segundo ano consecutivo com algodão branco, em 196 hectares do Perímetro Irrigado de São Gonçalo e em outras localidades do município de Sousa, demonstram interesse e acreditam que encontraram uma alternativa de renda familiar, em substituição da produção de coco.

O agricultor Francisco Braga Guimarães (Galego de Sales), que trabalha no Lote 8 Setor 7 Núcleo I, disse que é a segunda vez que cultiva algodão como alternativa para melhorar a renda familiar, estando confiante no bom resultado deste ano. Para manter renda mensal por todo o ano, também faz a rotatividade do cultivo de outras lavouras no local, a exemplo milho, melancia e feijão.

A previsão média de colheita é de três mil quilos por hectare num resultado para ele razoável. Em algumas áreas, o algodão está em floração, apresentando-se com a possibilidade de uma boa produtividade. Já aqueles que plantaram mais cedo, já começaram a colheita. O agricultor Francisco Braga disse que vinha buscando nova alternativa de trabalho para o período de irregularidade de chuvas, por isso aceitou investir no Projeto Algodão Ouro Branco.

“Estamos satisfeitos com os resultados já apresentados, já que com a tendência a crescer ainda porque, com as chuvas regulares e também, sempre que precisamos, temos a presença e acompanhamento dos técnicos da Empaer. O cultivo de algodão está dando uma boa resposta”, comentou.

Depois de constatar o sucesso do algodão que começa ser colhido, outros colonos do Perímetro de Irrigação de São Gonçalo têm manifestado o desejo de também plantar esta cultura, mas estão sendo orientados a seguir o calendário agrícola de plantio.
A produção do algodão de Francisco Braga e dos demais agricultores da região destina-se a indústria alimentícia Isis, localizada em Sousa, a qual comercializa a pluma e o caroço transformado em torta para suplementação alimentar dos rebanhos, sobretudo em período de estiagens prolongadas.

“Vamos continuar esperando a chegada das águas do São Francisco, para então, fazer novos investimentos na plantação de coco. Hoje, para economizar ainda mais a água que dispomos, usamos o sistema de irrigação por gotejamento e microasperção”, comentou.



Fonte: Secom-PB



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