Projetos Ambientais

Projeto Arboris

Compartilhe:     |  1 de novembro de 2014

A Faber-Castell tem um sério compromisso com as árvores que garantem a sobrevivência de diversos animais que vivem em suas áreas de plantio, fornecem a matéria-prima para produção de seus lápis e contribuem para a pureza do ar que respiramos, além de ajudar na conservação dos solos e das águas. Por esta razão, a Faber-Castell desenvolve o Projeto Arboris para garantir a preservação e incremento da mata nativa de seus parques florestais.

Os parques da Faber-Castell possuem cerca de 9 mil hectares e estão localizados nas cidades de Prata e Uberlândia em Minas Gerais. A vegetação nativa predominante na região é o cerrado, que é formado principalmente por árvores com casca grossa, palmeiras que crescem ao longo de córregos e rios e pelas matas ciliares que são densas e possuem as mais variadas espécies de plantas, muitas delas frutíferas, servindo de abrigo e fornecendo alimento para animais silvestres.

Infelizmente, já há alguns anos, a mata nativa da região foi sendo gradualmente substituída por pastagens, o que fez com que muitos animais perdessem seus abrigos e fontes de alimento, facilitou a disseminação de incêndios e causou muitos danos aos rios e ao solo.

Quando a Faber-Castell se instalou na região, começou a cultivar, nas áreas antes improdutivas e já devastadas por antigas pastagens, árvores da espécie Pinus caribaea, cuja madeira macia é ideal para a produção de lápis, garantindo o bom acabamento e facilitando a apontabilidade dos lápis.

As áreas que ainda eram ocupadas por mata nativa, foram preservadas e incrementadas pela Faber-Castell, que periodicamente faz o levantamento da flora local. No último levantamento, 307 espécies de plantas foram catalogadas, entre elas espécies frutíferas, flores e árvores que estão em processo de extinção por se tratarem de madeiras nobres como a Peroba rosa e o Jacarandá. Feito o cadastro das plantas que vivem em seus parques, a Faber-Castell procurou incrementar a flora plantando mais de 40 mil mudas de árvores típicas da região entre 1999 e 2002. Para assegurar que a introdução da plantação de pinus no cerrado não causará danos à fauna e ao solo local, a Faber-Castell realiza diversos estudos sobre o tema.

Árvore de Jacarandá

Um destes estudos levantou que quando as árvores de pinus têm três anos de idade o solo ainda é coberto por gramíneas, ervas e sementes que servem de alimentação a inúmeros tipos de pássaros, e que quando as árvores chegam aos 12 anos de idade e 15 metros de altura a vegetação rasteira deixa de existir e de oferecer alimento às aves, dando lugar as folhas e galhos dos pinus que adubam o solo. Em contrapartida os galhos das árvores maiores passam servir como ninhos para e apoio para outros tipos aves da região.

O cerrado é muito seco durante determinadas épocas do ano e por isso muito suscetível à incêndios. Para ajudar a evitar as devastações provocadas pelo fogo, a Faber-Castell possui uma estação meteorológica eletrônica que determina diariamente o risco de incêndio nos parques florestais através da medição da umidade, do ar, temperatura, direção dos ventos e outros indicadores.

Manejando as suas plantações de forma técnica e ambientalmente correta, a Faber-Castell assegura a sobrevivência de 18 mamíferos e 148 espécies de aves, muitos deles em risco de extinção, que encontraram segurança nos parques da Faber-Castell, onde encontram alimentos e estão livres de incêndios e da caça predatória.

Para garantir a sustentabilidade do projeto, toda a madeira restante da fabricação do lápis, inclusive a serragem, é vendida a outras empresas, desta forma toda a matéria-prima obtida através das árvores plantadas pela Faber-Castell é aproveitada.

Solo coberto por gramíneas, ervas e sementes alimentam os pássaros

A Faber-Castell sabe que a preservação depende da sociedade como um todo, por isso além de fazer a sua parte, se preocupa em promover a cultura conservacionista na sociedade em que atua através de um projeto de educação ambiental desenvolvido em parceria com o Instituto Estadual de Florestas do Estado de Minas Gerais.

Através desta parceria, o IEF fornece à Faber-Castell mudas das espécies nativas a serem plantadas nas áreas do Projeto Arboris e a Faber-Castell, por sua vez, fornece ao IEF mudas de eucalipto (razão de seis mudas de eucalipto por uma muda de espécie nativa) que serão repassadas aos produtores rurais da região para que eles aprendam a plantar a madeira que utilizam, ou seja, para eles utilizem os recursos naturais de forma sustentável, preservando as espécies nativas.

O Projeto Arboris não é um projeto isolado dentro da atividade florestal da Faber-Castell. Ele está ao lado de outros projetos como o monitoramento da fauna, preservação dos solos, preservação das águas e conscientização da comunidade.

Certificação do FSC

Pela qualidade e seriedade com que maneja suas plantações localizadas na região de Prata e Uberlândia (MG), a Faber-Castell obteve, em 1999, o certificado do FSC (Forest Stewardship Council). O FSC é um órgão mundialmente reconhecido que atesta que o trabalho da empresa é ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável.

Fonte: Faber-Castell



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