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Projeto avalia sustentabilidade da agricultura em solos no bioma Cerrado

Compartilhe:     |  9 de fevereiro de 2015

Uma equipe de pesquisadores da Embrapa viajou pelo norte de Minas Gerais, Tocantins e Mato Grosso, durante abril de 2013 e agosto a setembro de 2014, a fim de avaliar a sustentabilidade da agricultura intensiva, em solos de textura leve, no bioma Cerrado.

O projeto, liderado pela Embrapa Solos (Rio de Janeiro, RJ), apresenta objetivos específicos como subsidiar o planejamento de uso e o manejo sustentável dos solos de textura leve; avaliar o impacto de sistemas produtivos no solo e na água nas áreas de estudo; transferir métodos e técnicas de levantamento de solos a técnicos das regiões estudadas e também transferir aos produtores as boas práticas agrícolas para solos de textura leve.

Um dos planos de ação aborda os atributos físicos do solo, inclusive com análise de infiltração de água feita com chuva simulada. Essas atividades são executadas na Chapada Gaúcha (Norte de Minas), Guaraí (Tocantins) e Campo Verde (Mato Grosso).

De acordo com o pesquisador Manoel Dornelas, da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), para isso foi usado um simulador de chuvas desenvolvido por ele, que permite avaliar a taxa constante de infiltração de água no solo, a formação de crosta pelo impacto das gotas de chuva, o tempo de empoçamento da água na superfície, bem como perdas por erosão. O equipamento também permite o controle da intensidade de chuva.

A produção principal da Chapada Gaucha é a semente de braquiária, como mostra a foto da máquina de colheita e beneficiamento da semente no campo de uma das fazendas.

O que parece ser fumaça escura é na verdade a terra sendo soprada sobre um sistema de peneiras para separar as sementes. A máquina funciona com um complexo de vassouras rotativas que varrem as sementes e a terra para dentro da máquina, explica o pesquisador.

O que chamou muito a atenção foi a produção de massa seca de braquiária, em torno de 20 toneladas por hectare, a qual é simplesmente queimada. A região não tem tradição de engorda de bois e segundo os proprietários, eles não tem o que fazer com tanto capim, diz Dornelas.

Alguns estão tentado deixar o capim espalhado sobre a terra por alguns anos, na tentativa de aumentar o teor de matéria orgânica do solo (veja foto). O que se nota nos testes de infiltração é que o material em decomposição acaba criando uma camada de baixa permeabilidade na superfície do solo. Para se ter ideia, na área de plantio direto com soja obteve-se uma taxa constante de infiltração de 13,8mm/h, enquanto com capim em decomposição a taxa foi de 1,5mm/h, explica o pesquisador.



Fonte: Embrapa Meio Ambiente



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