Projetos Ambientais

Projeto converte tampinhas de plástico em castração para cães e gatos

Compartilhe:     |  1 de março de 2020
Foto: Regina Célia/Arquivo Pessoal

Se “quem quer dá um jeito e quem não quer dá uma desculpa” a aposentada Regina Célia mostrou que com compaixão e vontade de fazer o bem pode-se alcançar qualquer resultado que se deseja. Para ilustrar isso, ela criou o projeto ‘Tampatas’, onde arrecada tampinhas plásticas de garrafas pet e sorvete. O material reciclável é vendido para cooperativas de reciclagens e o valor arrecado é utilizado para custear a castração e o pós-operatório de cães e gatos em situação de rua em Goiás.

Regina conta que além de ajudar os animais, o projeto, que começou em 2018 e já arrecadou mais de 20 toneladas de material, também colabora ativamente com a preservação do meio ambiente. “Ver o mundo melhor e fazer o que está ao meu alcance me motivam. Sou apaixonada pelos animais e pela natureza. Os animais não têm voz, e transformar o lixo em amor, tanto para o meio ambiente quanto para os animais, vale muito a pena”, disse a aposentada em entrevista ao G1.

Até o momento mais de 220 animais já foram castrados e 80 aguardam pela esterilização. Existem mais de 200 pontos de coleta em Quirinópolis, Mineiros, Goianira, Pires do Rio, Inhumas e Goiânia. Segundo informações do G1, o projeto recebe tampas de plástico como de embalagens alimentícias, como potes de sorvete e garrafa de refrigerante, de embalagens de produtos de limpeza, como alvejante ou amaciantes. “Juntos, a gente muda o mundo, e de tampinha em tampinha, a gente ajuda tanto o meio ambiente quanto os animais”, disse Regina.

Regina explica como é mensurado a conversão do material reciclável em castração: “Para castrar um gato é necessário 120 kg de tampinhas, já para um cachorro é o dobro. As tampas plásticas que iriam para o lixo vão para a reciclagem e, além de ajudar os animais e o meio ambiente, ainda movimenta a economia das cooperativas e de famílias que vivem delas”, conclui a protetora.

Dados alarmantes

Um levantamento realizado pelo Instituto Pet Brasil (IPB) em 2019 apontou que a maior população de animais domésticos é composta por cães e gatos. São mais de 54 milhões de cachorros e 24 milhões de gatos. Dados do IBGE apontam que existem mais de 140 milhões de animais em situação de rua e uma das principais e mais éticas alternativas para driblar esses números alarmantes é o investimento no controle populacional.

Segundo o médico veterinário Marcelo Borba, além de diminuir o abandono, a castração reduz em até 90% o risco do surgimento e desenvolvimento de tumores e infecções em machos e fêmeas. “Uma gata fêmea pode gerar até 20 filhotes em um ano, e aquelas que estão em situação de rua não recebem cuidados adequados. Sua saúde acaba sendo prejudicada podendo até morrer”, disse ao G1.

Vida nova

Regina conta que após passar um processo de triagem, o animal realiza exames pré-operatórios, é castrado e fica aos cuidados de voluntários do projeto que os encaminham para a adoção responsável. Com pouco, o ‘Tampatas’ está mudando a vida de muitos animais e conscientizando a população sobre a proteção animal e o meio ambiente. Conheça mais sobre o projeto clicando aqui.



Fonte: Anda



Leia também:

Projetos ambientais
Aqui você é o Reporter

Espaço Animal

Alimentação natural para cães: saiba tudo sobre o assunto

Leia Mais