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Projeto irá mapear áreas para preservar animais ameaçados de extinção

Compartilhe:     |  25 de julho de 2018

O projeto, promovido pela Fundação Biodiversitas, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, irá proteger 230 espécies ameaçadas de extinção.

A Fundação Biodiversitas, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, irá lançar, em setembro, um mapeamento de áreas que abrigam os últimos refúgios de 230 espécies ameaçadas de extinção, nas categorias “em perigo” ou “criticamente em perigo”, com distribuição geográfica restrita a um ou poucos locais bastante próximos entre si. Trata-se do projeto 86 Sítios da Aliança Brasileira para Extinção Zero (Baze, na sigla em inglês), que irá abranger todo o país.

No Brasil, atualmente, há 633 espécies ameaçadas de extinção, de acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o que indica a necessidade de promover ações que visem a preservação desses animais.

Entre os estados com mais sítios protegidos pelo projeto, estão a Bahia, em primeiro lugar, e Minas Gerais, em segundo. O estado baiano têm 29 sítios, com 48 espécies, enquanto o mineiro tem o mesmo número de sítios, porém com 33 animais que correm risco de extinção.

“Tratam-se de locais de habitação única de determinadas espécies, que oferecem os recursos necessários a sua sobrevivência. Um exemplo é a arara- azul-de-lear, que tem apenas cerca de mil indivíduos vivos, e só é encontrada no nordeste da Bahia”, diz a diretora executiva da Fundação Biodiversitas, Gláucia Drummond.

A bióloga Marina Schmoeller, uma das responsáveis pelo mapeamento, afirma que é preciso promover uma gestão consciente das áreas que abrigam os animais. “Dos 86 sítios, 35 são completamente protegidos, o que quer dizer que não há intervenção humana. Muitas dessas áreas, no entanto, têm comunidades próximas, o que nos faz ter que pensar em uma convivência harmônica entre homem e natureza para que as espécies não sofram”, explica.

Na última semana, o projeto foi reconhecido oficialmente pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), através da Portaria n° 287. O reconhecimento tem o objetivo de auxiliar o direcionamento de políticas públicas e esforços de conservação dos sítios.

De acordo com o MMA, a ação fortalece a Aliança Brasileira para Extinção Zero, iniciada em 2006, que foi inspirada em uma iniciativa global criada seis anos antes, a Aliança para Extinção Zero (AZE).



Fonte: Anda



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