Notícias

Projeto no Bahrein tenta recuperar corais usando peças feitas em impressora 3D

Compartilhe:     |  23 de junho de 2014
condomínio:  Cada peça de coral artificial produzida na impressora 3D pesa cerca de 500 kg e é feita de arenito em vez de concreto (Foto: Divulgação)
Condomínio: Cada peça de coral artificial produzida na impressora 3D pesa cerca de 500 kg e é feita de arenito em vez de concreto (Foto: Divulgação)

 

Uma em cada quatro espécies marinhas vive nos recifes de corais. Esses sistemas sofrem no mundo inteiro com o aumento da temperatura e da acidificação dos oceanos, a poluição e a pesca predatória. Mas em poucos lugares a situação está tão ruim quanto no Bahrein. O país do Golfo Pérsico, próximo da Arábia Saudita e na rota dos petroleiros, viu uma redução de 90% nos seus corais, de acordo com levantamento da Universidade de Nova York, de 2012.

Uma das maneiras de minimizar o problema é criar recifes artificiais. Agora, com ajuda das impressoras 3D.  O projeto, tocado pelo governo do país com a empresa ReefArabia e a organização australiana Sustainable Oceans International, está em fase de teste. Dois blocos impressos foram lançados ao fundo do mar em setembro do ano passado. Cada um tem um metro de altura, um metro de largura e um metro de profundidade, e pesa 500 kg.

“Os corais artificiais são, geralmente, feitos em moldes de concreto”, diz David Lennon, diretor da Sustainable Oceans. “A impressão 3D permite a criação de vários túneis, buracos e espaços, algo impossível no modelo tradicional. É como ter um prédio com muito mais apartamentos para a vida marinha. Tudo isso usando material como o arenito, muito menos nocivo ao ambiente, com aparência mais natural e sem ter um bloco igual ao outro”, acrescenta.

Imprimir os corais, porém, ainda é muito caro e difícil. Só uma fabricante, a italiana Dshape, tem as máquinas no tamanho necessário. “Criar corais artificiais com impressão 3D é, por enquanto, algo complementar ao modelo tradicional. Com o tempo, acreditamos que isso vai mudar conforme o custo cair e a tecnologia se desenvolver”, afirma Lennon. Os envolvidos não divulgam os valores do projeto. Só a Sustainable Oceans International já gastou US$ 100 milem protótipos, transporte das unidades, licenças e marketing do projeto. Novos projetos-piloto surgiram: o governo australiano pediu duas unidades de corais impressos em 3D, que devem ser submersos nos mares do país ainda em 2014.



Fonte: Revista Galileu



Leia também:

Projetos ambientais
Aqui você é o Reporter

Espaço Animal

Saiba como proceder em caso de envenenamento de cães e gatos

Leia Mais