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Projeto sustentável do Estádio Mané Garrincha é apresentado

Compartilhe:     |  26 de julho de 2014

O arquiteto paisagista Benedito Abbud, em conjunto com o engenheiro civil Guilherme Castagna da Fluxus Design Ecológico, ministrará a palestra “Arquitetura paisagística sustentável e manejo de águas pluviais no Estádio Nacional de Brasília”. O tema será tratado no próximo dia sete de agosto, às 09h40, durante a Conferência Internacional da 5ª GreenBuilding Brasil.

Os palestrantes irão expor as características de um empreendimento projetado com a missão tanto de resgatar a importância da presença do verde na paisagem urbana quanto de implantar soluções para a viabilização do uso racional de recursos naturais.

O empreendimento

O Estádio Nacional Mané Garrincha (ou Estádio Nacional de Brasília) impressiona pelas dimensões: com uma área construída de 218,8 mil m² e capacidade para 70 mil torcedores, é considerado o segundo maior estádio do Brasil. Com projeto de arquitetura assinado por Castro Mello Arquitetura Esportiva e arquitetura paisagística por Benedito Abbud, a construção traz uma solução inovadora no que compete ao aproveitamento de água da chuva. A ideia é que 100% do consumo de água nos vasos sanitários e na irrigação do estádio seja provido pela água da chuva, em um volume estimado de 16 milhões de litros por ano.


Crédito das imagens: Pitanga Comunicação/Flickr 

A cobertura com área de 65 mil m² e o entorno do empreendimento com mais de 600 mil m² foram projetados para a captação de água. Benedito Abbud e a equipe Fluxus Design Ecológico, escritório de projetos de manejo integrado de água, elaboraram uma solução que combina sistemas urbanos de drenagem sustentável, conhecidos como biovaletas e jardins de chuva, ao desenho paisagístico. “Está prevista também a pavimentação com pisos drenantes, o que mantém grande porcentagem da permeabilidade natural do solo para receber as águas pluviais”, destaca Abbud que, no Brasil, sempre estimulou o desenvolvimento dessa tipologia de piso.

Ambientes de estar e convívio junto à natureza abertos ao uso público com acessibilidade universal, equipamentos urbanos para lazer e práticas de esportes, calçamento e a construção de um museu a céu aberto sobre a história do futebol para valorizar questões sociais e culturais brasileiras também fazem parte do projeto.

Flora nativa e materiais ecológicos
A necessidade de redução no consumo de água direcionou a escolha das espécies do paisagismo. Nativas do cerrado, árvores como Copaíba, Buriti, Aroeira e Embiruçu têm como vantagem o consumo reduzido de água para irrigação e manutenção. “A arborização e materiais, como os pisos drenantes, contribuem para a devolução de área verde e permeável para a cidade, considerando que o local, anteriormente, abrigava apenas um grande estacionamento asfaltado”, ressalta o arquiteto.

As árvores frutíferas também estarão presentes. Nesse caso, a opção foi pelas nativas produtoras de frutos como o jatobá do cerrado, o jamelão e o pequi, bastante popular na cozinha goiana. Ao todo, serão plantadas 6.500 árvores e palmeiras. Curiosidade: de um total de 12 espécies de árvores nativas do cerrado tombadas como Patrimônio Ecológico do Distrito Federal, nove serão integradas ao projeto.

Serviço

Palestra Benedito Abbud e Guilherme Castagna – “Arquitetura paisagística sustentável e manejo de águas pluviais no Estádio Nacional de Brasília”
Data: 07 de agosto de 2014
Horário: 09h40
Evento: Conferência Internacional 5ª GreenBuilding Brasil
Local: Transamérica Expo Center
Inscrições: www.expogbcbrasil.org.br



Fonte: CicloVivo



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