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Pterodáctilo ‘vampiro’ de 200 milhões de anos é descoberto nos Estados Unidos

Compartilhe:     |  18 de setembro de 2018

Fóssil de dinossauro com presas afiadas foi encontrado em Utah e se tornou um dos maiores exemplos de pterossauros da espécie, com 1,5 metro; veja

Uma nova espécie de pterodáctilo foi descoberta por pesquisadores da Universidade Brigham Young, nos Estados Unidos. A equipe informou que as análises de um fóssil de mais de 200 milhões de anos revelaram uma espécie de dinossauro com carga dentária semelhante à de um “vampiro”.

pterodáctilo – ou pterossauro – recém-descoberto foi nomeado como  Caelestiventus hanseni, que, em latim, significa “vento celestial”. O animal tinha aproximadamente 1,5 metro e se tornou um dos maiores exemplos de dinossauros da espécie.

Estudiosos afirmaram que ele viveu entre 201 e 210 milhões de anos atrás, ao lado de um lago em Utah, durante um período em que a América do Norte era muito mais quente e seca do que atualmente.

Até então, o único ” pterossauro do deserto” conhecido pelos cientistas se tratava de um réptil que habitou a Europa há mais de 65 milhões de anos. Entretanto, já era sabido que esses animais habitavam o planeta Terra há mais de 160 milhões de anos.

Pterodáctilo ‘vampiro’ era extremamente resistente a mudanças climáticas

Pterodáctilo provavelmente morreu afogado e tinha uma papada igual à de um pelicano, que armazenava presas afiadas
Reprodução/da Universidade Brigham Young

Pterodáctilo provavelmente morreu afogado e tinha uma papada igual à de um pelicano, que armazenava presas afiadas

Os pterossauros foram a segunda espécie, após os insetos, a evoluir o voo motorizado , ou seja, a aprender a bater asas de modo a gerar uma sustentação corporal que lhe permitisse voar sem pousar ou ficar plano no ar.

Cientistas explicaram que, depois de muitos anos vivendo em condições favoráveis, os animais do período Triássico foram afetados por mudanças climáticas extremas, causadas por um desequilíbrio no ciclo de carbono desencadeado por uma série de erupções vulcânicas.

O que eles não sabiam é que, enquanto outros répteis e anfíbios morriam, essa nova espécie conseguia se adaptar ao clima com facilidade e sobreviver.

O grupo disse que o que o novo fóssil, encontrado na Pedreira de Santos e Pecadores, ao lado do Dinosaur National Monument, em Utah, pode desvendar um mistério acerca dos pterossauros locais.

“No período Triássico , essa área da América do Norte era mais árida e quente do que é hoje, indicando que C. hanseni poderia lidar com condições extremas do deserto. Isso evidencia que os pterossauros podiam tolerar uma variedade de condições ambientais”, ressaltou o autor do estudo e professor da Universidade Brigham Young, Brooks Britt, na publicação feita na revista científica Nature Ecology & Evolution .

Em relação às características físicas do animal, o estudo mostrou que o dinossauro jovem provavelmente morreu afogado e tinha uma papada igual à de um pelicano, que armazenava presas finas e afiadas. Segundo os pesquisadores, tal estética permitia que atraíssem potenciais parceiros e que emitissem sons extremamente agudos.

“Com base no comprimento do crânio e da asa, esse  pterodáctilo se revela um dos maiores pterossauros do Triássico, se não o maior. Ele possuía ossos ocos, cérebro grande com lóbulos ópticos bem desenvolvidos, além de várias cristas nos ossos em que os músculos do voo se fixavam. Ele não tinha relação alguma com os pássaros e era muito raro”, concluiu Britt.



Fonte: Último Segundo - iG



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