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Qualidade das refeições e o sedentarismo elevam os números da obesidade infantil

Compartilhe:     |  3 de dezembro de 2016

De um lado, crianças cada vez mais obesas. De outro, mães que acham que os filhos não comem. Mariana Ferrão conversou com o pediatra espanhol Carlos González, famoso no mundo inteiro, para entender o que está acontecendo.

‘Nunca obrigue uma criança a comer’, diz o pediatra espanhol Carlos González

O pediatra e endocrinologista Raphael Liberatori explica um dado alarmante: as crianças estão comendo três colheres de sopa de óleo por dia. Mas será que uma criança gordinha está condenada a ser um adulto gordinho?

Médico explica pesquisa que comprova que as crianças estão comendo gordura demais

A nutricionista Rachel Francischi conta que é possível comer lanche na janta sem culpa. Exemplo de lanche ‘do mal’: 1 cachorro quente, 1 copo de refrigerante e 1 bolinho industrializado com recheio. Exemplo de lanche ‘do bem’: 1 sanduíche de frango grelhado com salada no pão integral, 1 copo de vitamina de leite semidesnatado com banana e 1 porção de salada de frutas.

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Pesquisas mostram que a má qualidade nutricional das refeições infantis aliada ao sedentarismo faz com que cresça o número de obesos entre as crianças. O Brasil é um dos líderes na aceleração do ganho de peso infantil, só nos últimos 20 anos, as prevalências de obesidade em crianças de 5 a 9 anos foram multiplicadas por quatro entre os meninos e por cinco entre as meninas. As crianças consomem mais gordura e sal e menos vitaminas e cálcio. Isso se dá pelo número cada vez maior do consumo de alimentos industrializados e menor de alimentos naturais.

A nutricionista Rachel Francischi explica que quando temos uma dieta pobre nutricionalmente, a tendência é comer mais porque não se tem saciedade. O corpo não fica nutrido e continua mandando sinais de fome. Na criança, isso é mais forte por causa do crescimento. Além disso, ela não tem consciência da importância da alimentação, come porque é gostoso. Não é a toa que os industrializados são os mais escolhidos, eles são feitos para serem muito saborosos e até viciantes. Os pais devem escolher o que a criança vai comer e não o contrário.

Consequências da obesidade infantil

Crianças obesas têm maiores riscos de problemas cardiovasculares, resistência à insulina e pré-diabetes, problemas ósseos e articulares, dificuldades respiratórias e estão mais suscetíveis a problemas psicológicos e sociais como a estigmatização, o preconceito, o bullying, a baixa autoestima e até mesmo a depressão. A obesidade infantil aumenta o risco do adulto ser obeso e de sofrer morte prematura.

 



Fonte: Bem Estar



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