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Quantidade de microplástico nas Ilhas Maldivas é uma das maiores do mundo

Compartilhe:     |  8 de agosto de 2020

As Ilhas Maldivas, no sul da Ásia, são conhecidas por suas praias paradisíacas e estão entre os destinos turísticos mais cobiçados do mundo. No entanto, além de águas cristalinas o local também é abundante em…. microplástico. E, de acordo com uma nova pesquisa da Universidade Flinders, na Austrália, quantidades significativas desses pedaços minúsculos de polímero (eles têm menos de 5 milímetros) se acumulam na região.

O estudo, publicado na revista científica Science of the Total Environmentregistrou os níveis de poluição plástica na areia em 22 locais na costa de Naifaru, capital e ilha mais populosa de Lhaviyani Atoll, divisão administrativa das Maldivas. Em comunicado, o pesquisador Toby Patti afirma que a concentração da poluição foi entre 55 e 1127,5 partículas por quilo de areia.

“Foi maior do que a [concentração] encontrada anteriormente em um local altamente povoado em Tamil Nadu, na Índia (3-611 microplásticos/kg), e foi semelhante à encontrada em ilhas habitadas e desabitadas em outras partes das Maldivas (197 a 822 partículas/kg)”, conta Patti.

Acredita-se que os pedaços microscópicos de plástico — originiados da degradação de plásticos maiores, mas também de artigos como roupas, pneus e cosméticos — podem ter sido transportados pelas correntes oceânicas de países vizinhos no Oceano Índico, como a Índia, bem como pelas políticas de recuperação de terras nas Maldivas, sistemas de esgoto e águas residuais.

De acordo com a cientista Karen Burke Da Silva, que também assina o artigo, as “ilhas de lixo”, locais onde se acumulam os resíduos gerados, contribuiem para esse tipo de contaminação. “As práticas atuais de manejo de resíduos nas Maldivas não conseguem acompanhar o crescimento da população e o ritmo de desnvolvimento”, alerta Da Silva. “A pequena nação da ilha encontra diversos desafios nos sistemas de gerenciamento de lixo e tem visto um aumento de 58% na quantidade de resíduos per capita nas ilhas locais na última década”, destaca a pesquisadora.

Além de prejudicar o meio ambiente, esse tipo de contaminação também pode afetar a população que sobrevive dos recursos naturais locais. “Nossos resultados levantam preocupações sobre o potencial de ingestão microplástica por organismos marinhos no sistema raso de recife de coral. O acúmulo de microplásticos é uma séria preocupação para o ecossistema“, explica a cientista Karen Burke Da Silva, que também assina o artigo.



Fonte: Revista Galileu



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