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Quarto de assintomático é um dos mais infectados por Sars-CoV-2 em estudo

Compartilhe:     |  28 de junho de 2020

Um dos mistérios sobra a Covid-19 que cientistas têm buscado solucionar é até que ponto pacientes assintomáticos — isto é, que não apresentam qualquer manifestação da doença —têm a capacidade de disseminá-la. É o que investigaram cientistas da Universidade de Sichuan, na China, em um estudo publicado no mSphere na última quarta-feira (24).

Os pesquisadores analisaram amostras retiradas do ambiente e do ar de seis salas de unidade de terapia intensiva (UTI) em que estavam 13 pacientes com Covid-19, sendo dois assintomáticos. As amostras foram retiradas de corrimãos, maçanetas de portas de quartos e banheiros, interruptores de luz, botões de descarga, ralos de pia, bacias e drenos de pia e de vaso sanitário, mesas de cabeceira, lençóis, travesseiros, equipamentos nas paredes, piso, saídas de ar e o próprio ar.

Os pesquisadores descobriram que 44 das 112 amostras de superfície (39,3%) testaram positivo para o novo coronavírus; no caso do material coletado no ar, todos deram negativo. Dos lugares com maior índice de contaminação estava o quarto de um dos pacientes assintomáticos: grades da cama, travesseiro, lençol e saída de ar estavam seriamente infectados pelo Sars-CoV-2.

“Isso mostra que pacientes assintomáticos da Covid-19 podem contaminar o ambiente e, portanto, expor pessoas que tenham contato direto com eles, como familiares e profissionais de saúde”, afirmou Zhiyong Zong, líder do estudo, em declaração. “As descobertas também destacam que a limpeza do ambiente deve ser enfatizada.”



Fonte: Revista Galileu



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