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Saiba quais são os quatro gráficos para entender as emissões de Co2 do Brasil no último ano

Compartilhe:     |  10 de novembro de 2019

O Observatório do Clima divulgou na última quarta-feira (06 de novembro) as novas estimativas do Sistema de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG). Este é o sétimo relatório lançado pela insituição, que divulga dados de 1970 até 2018 e alerta brasileiros sobre os perigos das mudanças climáticas.

Pelas observações, as emissões se mantiveram estáveis no ano passado, com crescimento de apenas 0,3% em relação ao ano anterior. Esse aumento se deu por conta do desmatamento da Amazônia, que cresceu 8,5% em 2018 — mesmo sendo compensados pela redução de cerca de 10% na destruição do Cerrado.

Para os organizadores, o aumento é preocupante, já que o Brasil continua sendo o sétimo maior poluidor do planeta. “O planeta precisa que as emissões sejam reduzidas com vigor nos próximos anos, e infelizmente nosso cenário de emissões para 2020 é de aumento”, disse Tasso Azevedo, coordenador do SEEG.

De acordo com as previsões, mesmo se nem mais um metro quadrado de mata por destruído, o país não cumprirá a meta estabelecida para 2020 na lei nacional de clima: diminuir em 80% os índices de desmatamento. Segundo os especialistas, isso impacta diretamente na meta nacional do Acordo de Paris.

“Nós já vínhamos numa situação delicada antes do desmonte da governança ambiental brasileira promovido pelo governo atual”, afirmou Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima. Como explicou o especialista, em 2019 os projetos de combate ao desmatamento na Amazônia e Cerrado foram engavetados.

Com as queimadas de 2019, os níveis de CO2 emitidos pelo Brasil devem ser ainda maiores neste ano, o que também prejudica as metas nacionais. “Não temos nem mesmo um esboço de plano para a implementação da NDC [meta do Acordo de Paris], que deveria ocorrer a partir do ano que vem. Na verdade, até os órgãos que deveriam implantar a NDC foram extintos pela atual administração”, afirmou Azevedo.

Metodologia
Para chegar a todos esses números, que abrangem não apenas os setores responsáveis pelas emissões, mas também os índices de cada estado brasileiro, a SEEG usa a metodologia do Painel Climático Internacional (IPCC). De acordo com os organizadores, os cálculos são feitos com a ajuda de ONGs e profissionais, que também ajudam com a coleta de dados.

Vale lembrar que o relatório não é governamental. O Inventário Brasileiro de Emissões, divulgado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, também é construído com essa base metodológica. Entretanto, essas pesquisas são realizadas apenas a cada cinco anos, enquanto os documentos do Observatório do Clima são disponibilizados anualmente.



Fonte: Revista Galileu



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