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Quinze espécies de tubarão são classificadas como criticamente ameaçadas de extinção

Compartilhe:     |  1 de outubro de 2019

O lançamento, semana passada, da avaliação da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) conhecida como Lista Vermelha das Espécies classificou espécies de peixe-guitarra-gigante (Rhynchobatus djiddensis) e arraia como os peixes marinhos mais ameaçado no mundo.

As novas avaliações da Lista Vermelha da IUCN classificaram todas, exceto uma das 16 espécies de tubarões de águas mornas, como criticamente em perigo, com declínio nas populações das espécies de mais de 80% nos últimos 30 a 45 anos, principalmente devido à pesca.

As avaliações atualizadas e a pesquisa revisada ocorrem quatro meses após a IUCN ter anunciado um aumento no nível de ameaça atualizado para espécies de tubarões mako de barbatana longa e curta com uma queda de 90% nas águas do Atlântico nos últimos 75 anos.

Esses declínios são em grande parte devido ao valor de suas barbatanas – que são comercializadas globalmente e valorizadas para uso em sopa de barbatana de tubarão, essas quedas fazem com que o preço de todas as barbatanas aumentem ainda mais em centros comerciais como Hong Kong.

As avaliações da IUCN acrescentam peso ao argumento sobre a necessidade de regulamentos comerciais mais severos que serão debatidos durante a próxima 18ª Conferência das Partes (CoP18) da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres (CITES) a partir de 17 de agosto em Genebra.

Três propostas que juntas listariam os tubarões mako, de barbatana longa e curta, 10 espécies de arraias e seis espécies de peixe-guitarra-gigantes no Apêndice II da CITES, atraíram um número recorde de apoiadores, com 67 governos co-patrocinando uma ou mais propostas de listagem. .

“Estes declínios preocupantes da população de importantes espécies de tubarões não podem mais ser ignorados – 17 das 18 espécies consideradas para inclusão agora são avaliadas como em perigo ou criticamente ameaçadas globalmente”, disse Luke Warwick, diretor associado de conservação de tubarões e arraias na Wildlife

ConservationSociety ( WCS). “Se não agirmos agora, perderemos esses animais e o papel único que eles desempenharam nas redes de alimentos marinhos desde a época dos dinossauros.”

A WCS uniu forças com o Pew Charitable Trusts, a Humane Society International, o International Fund for Wild Animals e a Florida International University com financiamento e gerenciamento da Vulcan Inc. e Shark Conservation Fund para apoiar as propostas de listagem por meio de divulgações de fundo educativo e de defesa dos animais.

De acordo com essa coalizão que Warwick representa, dois terços dos governos presentes na CoP da CITES precisarão votar a favor das propostas progressistas de listagem de tubarões para sua aprovação.

Todas essas espécies são muito comercializadas por suas barbatanas que alcançam um alto valor e, no caso dos tubarões mako, também por sua carne. Eles são pescados e comercializados globalmente, e têm taxas reprodutivas muito baixas que deixam suas populações especialmente vulneráveis à pesca.

“A conferência da CITES é um ponto crucial nos esforços globais para salvar esses tubarões e os arraias”, disse Warwick. “Esta pode ser nossa última chance de estabelecer medidas que gerem proteção e manejo adequado para essas espécies, antes que elas sejam perdidas para sempre.”



Fonte: Anda - Eliane Arakaki



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