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Rankings internacionais colocam USP no top 20 mundial da sustentabilidade

Compartilhe:     |  5 de julho de 2020

Para criar um planeta mais sustentável, vale até fomentar a concorrência e criar listas para ver quem está mais preocupado com o futuro. E há vários rankings para apontar quem é mais verde entre países, cidades, empresas e ultimamente também entre universidades. Há pelo menos dois ranqueamentos internacionais que testam o comprometimento das academias no tema.

A Universidade de São Paulo aparece no top 20 das duas listas, Impact Ranking e Green Metric. No primeiro ranking, a USP é a 14ª do globo. No segundo, está na 18ª colocação.

As duas classificações obedecem a critérios diferentes. O Impact Ranking utiliza os 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), estabelecidos pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2015. Com base neles, observa pesquisa, divulgação e governança.

Essa listagem foi criada em 2019 pela consultoria britânica Times Higher Education, que elabora outros rankings – o mais conhecido é o das faculdades mais influentes do mundo.

Em 2020, na segunda edição, participaram 766 universidades de 85 países, com três instituições da Oceania no topo: University of Auckland (Nova Zelândia), University of Sydney e Western Sydney University (ambas da Austrália).

A universidade neozelandesa ganhou as duas edições principalmente por sua pesquisa e atuação nos objetivos 14 (vida submarina), 15 (vida terrestre) e 3 (boa saúde e bem-estar). Além desses quesitos, esteve bem ranqueada em igualdade de gênero, justiça, divulgação e parceria para atingir suas metas. Essa premiação destaca as três melhores avaliações entre os 17 ODS, mais a média geral de pontuação, para escolher as faculdades mais sustentáveis do mundo.

Já o Green Metric é uma iniciativa da Indonesia Universitas e surgiu em 2010, bem antes das últimas determinações da ONU. Seis itens “amigáveis ao ambiente” recebem pontuação: 1) infraestrutura e instalações; 2) energia e mudança climática; 3) lixo; 4) água; 5) transporte; e 6) educação e pesquisa.

Ele hierarquizou em 2019 um total de 780 universidades de 85 países, tendo na liderança a Universidade de Wageningen (Holanda), seguida por Oxford (Inglaterra) e o campus de Davis da Universidade da Califórnia (EUA).

“Vamos cobrir nossos telhados com painéis solares para reduzir a zero nosso uso de gás como fonte de energia”, afirmou Peter Booman, diretor de infraestrutura e serviços da campeã mundial, que não quer perder seu posto no Green Metric.

Um dos segredos da campeã mundial para pular em três anos de 36ª colocada para o topo foi adotar uma lógica circular de toda água e todo o lixo da instituição, com programas de reciclagem, reuso e compostagem estritamente gerenciados para que não haja desperdício.

Além da USP, outras instituições brasileiras estão presentes no top 100 da lista. A Universidade Federal de Lavras (MG) está na 29ª posição, a Universidade Positivo (PR) ficou no 73º lugar, e a Unicamp (SP) se classificou na 80ª colocação. Já no Impact Ranking, a outra representante do Brasil entre os 100 melhores é a Universidade Estadual de Londrina (PR).

A Universidade de São Paulo já parte na frente por sua grande produção acadêmica no assunto, seus prédios cercados de muito verde e ter um plano ambiental desde 2012. No Impact Ranking, por exemplo, três tópicos ficaram em destaque: erradicação da pobreza, energia limpa e vida terrestre.

“É uma oportunidade para as universidades mostrarem como contribuem para uma sociedade mais sustentável e igualitária. Tomando como exemplo a pandemia da Covid-19, a resposta da USP e de outras universidades foi imediata, contribuindo com a pesquisa para o desenvolvimento de tratamentos, remédios, vacinas e equipamentos médicos, além de administrar centros de diagnóstico e leitos hospitalares”, disse Vahan Agopyan, atual reitor da USP.

A Universidade Federal de Lavras, por exemplo, é elogiada por sua governança e seu programa de conscientização ambiental dos alunos desde 2009, mas também se diferencia das outras por cuidar das nascentes de rios presentes no campus e de seus recursos hídricos.

Por essa característica, a instituição do interior mineiro também faz parte da rede “Blue University”, dado pela Universidade de Berna (Suíça) para universidades que promovem o uso sustentável e coletivo da água. Até agora, é a única universidade latino-americana com esse selo.

Há outras iniciativas que promovem, divulgam e premiam casos bem-sucedidos de instituições de ensino em relação ao meio ambiente, como a ISCN (sigla em inglês para Rede Internacional do Campus Sustentável) e o IUSDRP (sigla em inglês para Programa Inter-Universitário de Desenvolvimento Sustentável).

Já a Universidade Positivo, em Curitiba, destaca-se pela utilização de energia solar, com direito a uma usina dentro do campus e a utilização também dessa fonte energética para oxigenar um grande lago que coleta as águas pluviais, evitando enchente nos bairros vizinhos e fazendo o reuso a água dentro da instituição.

Por seu lado, a Unicamp incluiu a sustentabilidade como um dos pilares para atual planejamento estratégico. Além de várias medidas para aumentar a eficiência de energia e de serviços, a instituição de Campinas tem um projeto piloto de ônibus elétricos para fazerem o transporte coletivo dentro do campus e na ligação com a cidade.

“A Unicamp ingressou recentemente no ranking Green Metric e já alcançou boa posição. Isso reforça que estamos no caminho certo e que devemos aperfeiçoar nossa coleta de dados junto às unidades, possibilitando assim ter um quadro mais fidedigno dos nossos esforços”, disse Milena Pavan Serafim, professora de Administração Pública na universidade.



Fonte: Ecoa Por um mundo melhor - Rodrigo Bertollotto



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