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Raposas árticas criam seus próprios “jardins” e ajudam a preservar outras espécies

Compartilhe:     |  24 de maio de 2016

As raposas árticas têm “cultivado” seus próprios jardins em suas tocas. “Estes animais fertilizam o solo e, basicamente, provocam o crescimento de um jardim”, diz Brian Person, biólogo do North Slope Borough em Barrow, no Alasca.

Os jardins são tão contrastantes em relação à tundra que os cientistas recentemente publicaram o primeiro estudo científico sobre as tocas e chamaram as raposas de “engenheiras do ecossistema”, diz o National Geographic.

Realizado em 2014 perto de Churchill, Manitoba, os experimentos mostraram que os resíduos orgânicos das raposas possui quase três vezes mais biomassa nos meses de verão do que o resto da tundra.

As temperaturas extremamente frias fazem com que as raposas se abriguem e se protejam de predadores no subsolo.

Como cavar novas casas desperdiça uma energia valiosa, as raposas reutilizam locais e,por vezes, áreas pertencentes a esquilos.

Com ninhadas média que possuem entre oito e 10 filhotes, as raposas depositam grandes quantidades de nutrientes, originários da urina e das fezes, em torno de suas tocas.

Os animais impulsionam o ambiente ártico, o que também significa mais opções de alimentos em um lugar em que há escassez, diz Jim Roth, da Universidade de Manitoba, co-autor do trabalho.

A maior diversidade de plantas alimenta herbívoros durante os verões curtos, explica ele.

“Muitas espécies visitam essas áreas. Herbívoros são atraídos pela vegetação exuberante”, acrescenta Roth, que estuda raposas árticas desde 1994.



Fonte: ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais



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