Notícias

Raro e rentável, morador de Bastos aposta na produção de Kampiô

Compartilhe:     |  29 de setembro de 2019

Getúlio Mamoru Hayata colhe cerca de 400 unidades por mês no município de Bastos (SP).

As sementes vieram do Japão há quase 100 anos. Getúlio diz que a adaptação ao clima foi difícil no começo e que o kampiô mudou de formato. Antes, era mais redondo.

Para virar ingrediente da culinária japonesa, o kampiô precisa passar por um tratamento. Dona Lourdes Eurico Sakaguchi descasca tudo com bastante cuidado. As tiras não podem quebrar e precisam ter uma medida certa.

Kampiô é raro e rentável

Kampiô é raro e rentável

Depois de cortado, o que não serve vira adubo e as tiras vão direto para o varal. Elas ficam em contato com a luz solar por 48 horas. Desidratadas, perdem 90% da umidade.

O cultivo do kampiô é comum em países como China e Japão. No Brasil, o plantio é raro. Na plantação de Getúlio, cada pé dá em média 35 cabaças.

A planta é pouco exigente. Precisa de sol e de um pouco de umidade. O desenvolvimento é melhor no verão, mesmo assim a produção ocorre o ano todo.

Getúlio explica que não usa agrotóxicos, mesmo porque a plantação não sofre ataque de insetos. O kampiô é muito valorizado. O quilo das tiras desidratadas chega a custar R$ 120,00. A produção vai para restaurantes de comida japonesa em todo Brasil.



Fonte: Nosso Campo - TV TEM



Leia também:

Projetos ambientais
Aqui você é o Reporter

Espaço Animal

Dia das crianças: não dê animal de presente!

Leia Mais