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Recorde de 38ºC na Sibéria seria “quase impossível” sem mudanças climáticas

Compartilhe:     |  17 de julho de 2020

A cada ano que passa, novos recordes de temperaturas são registrados devido às mudanças climáticas. Um exemplo disso foi uma onda de calor registrada em junho na Sibéria, Rússia, que atingiu 38°C— 5°C acima do da média entre janeiro e junho de 2020.

Segundo um estudo da Word Weather Attribution, a temperatura do local seria 2ºC menor se as ações humanas não tivessem aquecido o planeta por décadas de emissões de gases do efeito estufa.

Andrew Ciavarella, um dos autores da pesquisa e membro do Met Office (serviço de meteorologia britânico), descreveu as descobertas como surpreendentes. “Esta é mais uma evidência das temperaturas extremas que podemos esperar ver com mais frequência ao redor do mundo em um clima cada vez mais quente”, disse em comunicado.

Para chegar a este resultado, a equipe — que reuniu especialistas da França, Alemanha, Holanda, Rússia, Suíça e Reino Unido — usou modelos de temperatura para simular e comparar as condições atuais com um mundo sem emissões provocadas por humanos.

Assim, o grupo descobriu que o calor prolongado aconteceria menos de uma vez a cada 80 mil anos sem as mudanças climáticas induzidas pelo homem. Ou seja, a onda de calor atual seria “quase impossível em um clima que não foi aquecido pelas emissões de gases do efeito estufa”, concluíram.

Problema global

Os pesquisadores enfatizam que o calor da Sibéria é um problema mundial, já que cerca de 1,15 milhão de hectares de floresta em chamas (em qualquer parte do mundo) liberaram milhões de toneladas de CO2 na atmosfera, por exemplo. Além disso, os incêndios florestais e as ondas de calor sustentadas aceleraram o derretimento do solo da região — o que causou o colapso de um tanque de óleo construído em solo congelado em maio, levando a um dos piores derramamentos de petróleo no local.

“O Ártico geralmente é muito, muito importante para a formação de clima e circulação. Portanto, temperaturas tão altas são realmente importantes [impactantes] para todo o mundo”, explicou Olga Zolina, do Instituto Shirshov de Oceanografia da Rússia.



Fonte: Revista Galileu



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