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Reduzir desperdício e consumo de carne ajuda a reverter degradação

Compartilhe:     |  23 de setembro de 2020

Especialistas de todo o mundo concordam que um dos grandes desafios para a preservação do planeta é a demanda cada vez mais alta por alimentos, provocada pelo rápido crescimento da população global nos últimos séculos. No entanto, estudo recente publicado na revista Nature revela que é possível frear a curva de degradação e regenerar a natureza até 2050, combinando ações de conservação a mudanças no sistema alimentar.

Desenvolvimento do estudo

Para desenvolver o trabalho, foi adotada uma abordagem que combinava diferentes modelos de biodiversidade e de uso de terras, avaliando o desempenho de cenários futuros por meio de estratégias integradas.

Essas estratégias consistem em promover ações para conservação e restauração ambiental – estender a rede de reservas naturais protegidas e restaurar terras degradadas, por exemplo –, além de basear as futuras decisões de produtividade agrícola em práticas voltadas para a sustentabilidade.

Mudança de hábitos alimentares impacta nos resultados

Ao combinar essas ações com uma série de intervenções no sistema alimentar, os pesquisadores alcançaram resultados ainda melhores. Essas medidas preveem um comércio de alimentos cada vez mais globalizado, a diminuição do desperdício de alimentos pela metade e adoção de dietas de menor impacto para a natureza, com a redução de 50% do consumo de carne e de outros alimentos cuja produção demanda uso excessivo de terra.

Desafios do estudo

Embora complemente a atual estrutura do cenário de mudança climática global, o trabalho de Leclère e seus colegas não considera o impacto dessas mudanças sobre a biodiversidade, ignorando os efeitos do aquecimento sobre a fauna, a flora e seus ecossistemas. Também foram deixados de lado outros tipos de ameaças à natureza, como colheitas, espécies invasoras e a prática de caça.

A ausência de cenários que levem em conta essas ameaças pode ter resultado em estimativas muito otimistas diante da realidade. Para chegar ao resultado esperado, talvez a pesquisa tenha de ser expandida futuramente, abrangendo todos os tipos de ameaças à biodiversidade.



Fonte: eCycle - Isabela Talarico



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