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Reflexão sobre as guerras humanas em contraste com a harmonia entre os animais

Compartilhe:     |  1 de janeiro de 2019

Livres de ambição, ganância, inveja e orgulho e outros sentimentos que impulsionam conflitos, os animais vivem em equilíbrio, protegem-se, amam incondicionalmente e dividem teto e alimento.

Dia 01 de janeiro, além das comemorações pelo novo ano que se inicia comemora-se também o dia mundial da paz. Criada pelo papa Paulo VI em 1968, apesar de ser uma data do calendário católico, o religioso pregava que o evento só teria o efeito desejado se fosse comemorada em todas as religiões, no mundo todo, por todos os povos independente do credo, cor da pele, posição social ou econômica.

Segundo a visão do próprio criador da data, a paz envolve a colaboração e o envolvimento de todos. Harmonia, equilíbrio, bondade, compaixão, paciência e amor ao próximo são alguns dos ingredientes indispensáveis para se conseguir estabelecer e manter a paz entre os povos.

Sobre esses itens os animais tem uma ou mais lições a ensinar aos seres humanos.

Entre os animais não há guerras, pelo menos não como as humanas, um animal apenas agride ou ataca o outro para defender-se, em caso de se sentir ameaçado (ou manter posição de liderança) ou para alimentar-se (predação), isso quando não se alimentam apenas de plantas. Extremamente solidários, jamais abandonam seus companheiros doentes, como tantos exemplos nos mostram, pelo mundo selvagem e doméstico, de amizade e lealdade. Cães tentando ressuscitar seus amigos mortos, cavalos reunindo-se sobre o companheiro desmaiado até que ele se levante, elefantes protegendo-se mutuamente, leoas dando a vida por seus filhos, hipopótamos filhotes morrendo em defesa da vida de suas mães. Golfinhos tentando libertar outros que se prendem em redes, baleias que choram a morte ou a separação de seus filhotes. O caso da girafa macho que permaneceu fiel ao lado e a espera de sua companheira fêmea ao vê-la presa em uma cerca e impossibilitada de sair, até que o socorro chegasse e ela fosse libertada. E esses são só os exemplos que as câmeras foram capazes de captar, quantos outros não ocorrem diariamente e aos quais não temos acesso?

Elefantes asiáticos ou africanos, por exemplo, são animais capazes de formar profundos laços sociais (mais profundos até que os dos gorilas, conforme estudo), com memória incomparável e estrutura familiar sólida, fazendo inclusive as refeições juntos. Outro exemplo claro são as abelhas, que vivem em estruturas sociais complexas e cheias de funções, todas hierarquizadas, em perfeita harmonia.

Os animais apresentam cuidado parental, interação com os demais, capacidade de responder a estímulos, de sofrer, de amar, de sentir.

Animais se protegem, cuidam uns dos outros, a comida é para todos, o abrigo é compartilhado, os perigos são enfrentados juntos e os filhos são criados livres e entre todos. Não há preconceito, religião, disputas motivadas por ganância ou inveja.

Companheirismo, solidariedade e amor incondicional, estas são só algumas das lições que os animais podem nos ensinar | Foto: Flickr

Companheirismo, solidariedade e amor incondicional, estas são só algumas das lições que os animais podem nos ensinar | Foto: Flickr

Alguns alegam que é porque os animais têm capacidade inferior à dos homens, a essa crença chamamos especismo. Ela é a responsável pelo abuso e exploração a que estão submetidos os animais pelo homem. A maioria dos seres humanos é especista acreditando que os homens são superiores aos demais habitantes do planeta e por isso pode fazer o que bem entender com eles, inclusive matá-los, explorá-los e se alimentar deles.

Essa tão celebrada inteligência e capacidade de raciocínio do ser humano, usada como motivos de supremacia sobre os demais e também em defesa da exploração dos animais, foi inclusive a responsável pela criação das armas, físicas, nucleares e biológicas, todas com o único intuito de matar. Insatisfeitos com o poder limitado dos rifles, revólveres e metralhadoras, os homens desenvolveram os canhões, bombas de hidrogênio, misseis e bombas atômicas: as definitivas. Poder de destruição incomparável.

Tamanha sanha por dominação e poder só trouxe guerras e mais guerras. Atualmente existem 13* guerras acontecendo pelo mundo, envolvendo disputas por territórios, entre países, com separatistas e guerras civis e religiosas.

A única guerra que os animais enfrentam, numa disputa desigual de forças e onde são as maiores vítimas é contra a humanidade. Nesse conflito saem sempre perdedores: são oprimidos, usados, caçados, mutilados, enganados, trancafiados, e mortos.

Disso conclui-se que a paz é mais que um status territorial, é um estado de espírito, um comportamento e uma conquista e para alcançá-la os seres humanos precisam aprender muito ainda com os animais.

*Entre estados: Coreia do Sul e do Norte, Índia e Paquistão / Civil: Síria, Iêmen, Sudão do Sul, Iraque, Afeganistão, Líbia / Território: Rússia e Ucrânia, Turquia e curdos, Israel e Palestina / Separatista: Al-Shabab, Boko Haram
Fonte: Global Conflict Tracker, do Conselho de Relações Internacionais dos EUA



Fonte: ANDA - Eliane Arakaki



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