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Reparação de satélites em órbita, uma indústria em expansão

Compartilhe:     |  20 de novembro de 2018

Uma espécie de aeroporto onde milhares de aviões, sem combustível, ficam abandonados na pista. Isso é o que acontece há décadas com os satélites que giram ao redor da Terra. Quando perdem todo seu combustível, não podem manter mais sua órbita e se tornam inúteis, embora seus sistemas permaneçam intactos. “Literalmente é jogar centenas de milhões de dólares pela janela”, disse Al Tadros, vice-presidente de infraestrutura espacial da empresa SSL este mês em um fórum em Washington dedicado ao crescente setor de reparação e manutenção de satélites no espaço.

Nos últimos anos, novas empresas aeroespaciais foram lançadas para tentar estender a vida útil dos satélites, esperando que muitos clientes vejam isso como uma alternativa mais barata do que lançar novos satélites.

Em 2021, a SSL lançará um veículo, batizado RSGS, capaz de atender de duas a três dezenas de satélites em órbita geoestacionária, a 36.000 km da Terra, onde há cerca de 500 satélites ativos, em sua maioria de telecomunicações. A nave poderá pegar o satélite para inspecioná-lo, abastecê-lo de combustível, e eventualmente repará-lo, mudar suas partes, e movê-lo para a órbita correta. Al Tadros o descreve como “um caminhão guindaste em órbita geoestacionária”. “Em termos financeiros, representa uma oportunidade muito, muito grande”, acrescenta.

O gigante das telecomunicações Intelsat, que opera 50 satélites geoestacionários, escolheu uma opção diferente e assinou um contrato com a Space Logistics, uma filial da Northrop Grumman, por seu veículo MEV, um “sistema muito simples” comparável a um “reboque”, explica à AFP Ken Lee, vice-presidente para sistemas espaciais. Quando for lançado, em 2019, o veículo se acoplará a um satélite enguiçado, o transportará e o manterá na órbita correta. O MEV continuará acoplado ao satélite e usará seu próprio motor para manter a ambos em órbita.



Fonte: Exame



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