O lixo em questão

Réveillon deixa 60 toneladas de lixo

Compartilhe:     |  3 de janeiro de 2015

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Quando a última atração encerrou a festa de Réveillon no Aterro da Praia de Iracema, já por volta das 7h20min de ontem, entraram em cena cerca de 330 profissionais contratados pela Prefeitura de Fortaleza para dar início à operação de limpeza da praia e dos arredores. Aproximadamente 60 toneladas de lixo foram recolhidas, conforme estimativa de Orleans Dutra, técnico do Núcleo de Coleta e Reciclagem da Secretaria do Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma). Entre os principais resíduos, garrafas de vidro, latas de alumínio e copos plásticos.

Assim que a multidão se dispersou, a areia da praia deu lugar a um mar de sujeira e descaso. Para Charliany Morais, 31, que preside a Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis de Fortaleza e Região Metropolitana (Coopmares), o episódio, que se repete a cada ano após a festa, tem a ver com a falta de educação ambiental de quem vai ao aterro. “(As garrafas) se tornam armas letais”, destacou Charliany.

“É muito difícil conscientizar (a população). O povo é muito mal educado. Todo mundo fica feliz, cada um quer fazer a sua festa. Aí fica muito difícil de a gente controlar”, lamentava Regina Mesquita, coordenadora da operação de limpeza da Prefeitura e técnica da Empresa Municipal de Limpeza e Urbanização de Fortaleza (Emlurb).

José Maurício, 43, que trabalha há sete anos como catador de lixo, diz que nesta festa de ano novo ele “sentiu” que a praia estava mais suja que em anos anteriores. “Aquela pista ali (a avenida Historiador Raimundo Girão) tá cheia de vidro. Ano passado não tinha tanto”, relembrou.

Os materiais recolhidos foram levados para um centro de triagem para que sejam reciclados, garantiu o técnico Orleans Dutra, da Seuma.

Incômodo

O fisioterapeuta Nelson Leandro, 50, mora em São Paulo e decidiu passar a virada de ano em Fortaleza. Ele diz ter gostado muito da festa, mas se sentiu incomodado com a sujeira que se espalhou pela praia. Registrou em fotos a situação. “Não imaginei que seria tanto lixo. Falta muito respeito com a natureza. Você olha e parece que houve uma batalha”, comparou o turista. Silvia Paiva, 55, moradora das proximidades da Praia de Iracema, também reclamou da sujeira. “Todos os anos vejo a imundície que fica. Não me conformo”, protestou.

Fonte: O Povo Online



Fonte: O Povo Online



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