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Rinocerontes órfãos encontram refúgio e amor em santuários

Compartilhe:     |  16 de janeiro de 2021

A caça e a destruição de habitats são as principais ameaças à sobrevivência dos rinocerontes. Muitas vezes, fêmeas adultas são brutalmente assassinadas para que seu chifres sejam removidos e vendidos por contrabandistas. Os bebês órfãos são as vítimas ocultas destes crimes. Sozinhos e desamparados, eles não têm chance de sobreviver na natureza. Felizmente, há santuários especializados nos cuidados destes filhotes e garantem não só que eles tenham uma segunda chance, mas que conheçam a segurança e o carinho.

Um destes bebês é a pequena Jessie. Ela tinha apenas quatro meses quando chegou a um santuário na África do Sul. Ela estava com um ferimento no ombro que sangrava muito e seu emocional estava profundamente abalado. A doce rinoceronte estava tão traumatizada que precisou fazer um tratamento com diazepam (um ansiolítico comercializado no Brasil e no mundo com o nome de Valium). Ela também estava muito desidratada e claramente não tinha mais esperanças ou sabia o que fazer. Agora, ela recebe cuidados especiais e a esperança voltou a brilhar em seus olhos.

Os funcionários e responsáveis pelos santuários afirmam que a caça é uma atividade difícil de combater, pois moradores e fazendeiros ajudam traficantes dando dicas de onde encontrar rinocerontes para serem mortos em troca de dinheiro. A única forma de reduzir esta prática cruel é a vigilância constante, mas a África do Sul tem grandes territórios e falta investimento público para a manutenção das reservas e para combater com mais assertividade o tráfico de animais. Casos de fêmeas mortas e bebês órfãos não param de crescer.

Rinocerontes são mortos por seus chifres, altamente valorizados em toda a Ásia para fins tradicionais e medicinais. Um quilo da queratina, obtido de seus chifres, pode ser vendido por mais de US $ 110.000 (90.000 euros) no mercado negro. O comércio é lucrativo e, como resultado, milhares de rinocerontes foram caçados na África do Sul na última década. Sem esses orfanatos e santuários, a espécie corre um sério de risco de serem completamente extintos. Um outro desafio é cuidar destes animais e depois soltá-los para serem alvos de caçadores.

Atualmente, os santuário mantém os animais selvagens sob sua tutela até os cinco anos de idade. Por falta de recursos, espaço e para evitar a domesticação, após este prazo, os animais são preparados para serem devolvidos ao seu habitat, mas sem políticas que garantam a proteção e sobrevivência destes animais, todo o trabalho desenvolvido nos santuários pode ser um desperdício de tempo e recursos. Ativistas em defesa dos direitos animais pedem que o governo da África do Sul dê mais atenção a esta questão e ajuda na proteção dos rinocerontes.



Fonte: Anda



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