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Rio, BH e São Paulo disputam Desafio das Cidades da Hora do Planeta

Compartilhe:     |  28 de janeiro de 2015

Reconhecer esforços para o desenvolvimento de baixo carbono, as ações em andamento, por que e como relatar os compromissos. Esses são os principais objetivos do Desafio das Cidades da Hora do Planeta, iniciativa da Rede WWF em parceria com o Iclei – Governos Locais pela Sustentabilidade, que premia cidades no mundo que trabalham rumo a uma economia de baixo carbono.

São ao todo 44 cidades de 17 países as finalistas mundiais do Desafio das Cidades. O certame anual é um reconhecimento internacional às cidades que inovam e inspiram o combate ao aquecimento global, tema da maior relevância neste ano em que os países tentarão um acordo para conter as mudanças climáticas, na Conferência do Clima da ONU, a COP21, em Paris.

Em sua segunda edição no Brasil, o Desafio das Cidades da Hora do Planeta já tem seus três finalistas (curiosamente, os mesmos da edição anterior): Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. Elas venceram Betim (MG), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS), Manaus (AM), Campo Grande (MS), Maceió (AL) e Recife (PE). As três finalistas agora disputam o posto de cidade mais engajada por um planeta de clima mais ameno no futuro.

Na edição 2013/2014 do Desafio, a primeira a ser realizada pelo WWF-Brasil, Belo Horizonte foi eleita a Capital Nacional da Hora do Planeta e seus representantes estiveram em Vancouver, no Canadá, para concorrer na disputa mundial

BH, RJ e SP foram eleitas por uma consultoria especializada. Entre os critérios adotados, estão iniciativas urbanas nos setores de energia, transportes, gestão de resíduos e construções para a transição a uma economia de baixo carbono e com 100% de energias renováveis nas próximas décadas. Os planos de mitigação das mudanças climáticas também são avaliados.

Durante oito semanas, a partir de hoje, as pessoas de todo o mundo podem votar em suas cidades favoritas no site do We Love Cities, e também enviar comentários, fotos e vídeos sobre o que mais amam nelas. Há ainda um espaço para sugestões de como tornar as cidades ainda mais sustentáveis.

As capitais mais votadas participarão da disputa mundial. No Brasil, a participação será possível somente a partir do final deste mês. E será uma chance para mineiros, paulistas e cariocas falarem sobre suas capitais.

Júri

Um corpo de jurados internacional irá definir as Capitais Nacionais da Hora do Planeta dos 17 países participantes durante os primeiros meses deste ano. Eles se baseiam nas informações reportadas no Registro Climático Carbonn (cCR), coordenado pelo Iclei ao lado do Grupo C40 de Grandes Cidades para a Liderança Climática – 40 e a coalizão Cidades e Governos Locais Unidos – CGLU.

As delegações de cada cidade se encontrarão na Cidade do Cabo, África do Sul, onde ocorrerá eleição para definir a nova Capital Global da Hora do Planeta, posto que atualmente pertence à anfitriã do evento. O júri também definirá um representante de cada país para o National Earth Hour Capital Awards, a ser realizado no dia 9 de abril, em Seul, na Coréia do Sul.

Na edição 2013/2014 do Desafio, a primeira a ser realizada pelo WWF-Brasil, Belo Horizonte foi eleita a Capital Nacional da Hora do Planeta e seus representantes estiveram em Vancouver, no Canadá, para concorrer na disputa mundial. Confira abaixo, em ordem alfabética, os motivos que levaram Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo a estarem novamente na final:

Belo Horizonte
Atual capital nacional da Hora do Planeta, Belo Horizonte luta pelo bicampeonato. Inscrita na segunda edição brasileira do “Desafio das Cidades da Hora do Planeta”, organizado pela Rede WWF, BH chegou mais uma vez à final e concorre novamente com Rio de Janeiro e São Paulo pelo título de cidade com ações mais concretas rumo a uma economia de baixo carbono.
“Belo Horizonte é amplamente conhecida como a Capital Solar do Brasil, refletida pelo telhado solar no Mineirão, estádio da Copa do Mundo 2014, e pelo Projeto de Lei que exige aquecimento da água por meio da energia solar para todas as novas construções. Além disso, a cidade gera energia a partir de resíduos dos aterros e das águas residuais. Mostra forte participação popular por meio de seu abrangente programa de certificação sustentável, que premia o público e agentes privados que promovem edificações sustentáveis”, diz o relatório da consultoria, em sua avaliação de Belo Horizonte.
Rio de Janeiro
Ao completar 450 anos em 2015, o Rio é finalista do Desafio das Cidades – pela segunda vez consecutiva. “O município tem mostrado uma forte liderança climática, reunindo os principais atores climáticos do estado para a formulação de proposições e soluções sustentáveis. A cidade trabalha estrategicamente com a formulação de ações que têm impacto direto em áreas-chave no seu inventário de emissões de gases de efeito estufa. Para contornar suas altas emissões no setor de transporte, realiza ações como a expansão do metrô, BRS e da malha cicloviária. Ao fazer isso, a cidade dá passos importantes para a redução da poluição do ar e melhoria da qualidade de vida da população”, disse a consultoria em sua justificativa dos finalistas.
O Rio é primeira cidade da América do Sul a ter um Inventário de Emissões dentro dos novos padrões internacionais estabelecidos pelo Global Protocol for Community-Scale GHG Emissions (GPC). E tem metas de redução de emissão de 16% para 2016 e de 20% para 2020, tendo como ano-base 2005.
São Paulo
São Paulo é pioneira no país quando o assunto é economia de baixo carbono. Primeira cidade brasileira a adotar uma Política sobre Mudança do Clima, em 2009, atualiza seu inventário de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) a cada cinco anos. Publicado em 2014, a última versão avaliou o período de 2003 e 2009, com uma ampliação para 2010 e 2011 nos setores de Energia e Resíduos. Ao lado de sua política de transporte, com corredores exclusivos para ônibus e aumento da malha cicloviária, foi eleita por uma consultoria especializada uma das três finalistas do Desafio das Cidades da Hora do Planeta 2014/2015 no Brasil.
Com um forte compromisso de aumentar a participação de combustíveis renováveis na frota municipal, São Paulo apresenta significativa determinação para reduzir a poluição no setor de transporte. A cidade aumentou seu uso de etanol e ônibus híbridos. E há um esforço em favor do uso de energia renovável por meio da geração de biogás a partir de resíduos dos aterros e impondo uma regulação que assegure o aquecimento da água em novas edificações através de energia solar.


Fonte: EcoD



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