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Rio inaugura dois locais para práticas religiosas sustentáveis

Compartilhe:     |  11 de dezembro de 2014

A Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) do Rio de Janeiro inaugurou na quarta-feira, 10 de dezembro, dois novos locais sustentáveis para práticas religiosas, com ampliação do projeto Espaço Sagrado. Agora, a capital fluminense conta com três locais para cultos religiosos de matriz africana e evangélica.

Segundo a SEA, a finalidade do projeto é difundir e proporcionar as boas práticas ambientais e evitar danos à natureza como queimadas, assoreamento de rios e acúmulo de lixo em locais públicos.

Além do Espaço Sagrado da Curva do S, no Alto da Boa Vista, zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, os praticantes de religiões de matriz africana passam a contar com a Cachoeira Sagrada do Rio da Prata, em Campo Grande, também na zona oeste. No novo local, os praticantes do candomblé e da umbanda encontrarão águas limpas, local sem lixo e soluções que contribuirão para a preservação ambiental.

Os religiosos de matrizes africanas, por exemplo, procuram a natureza, como as matas e cachoeiras, para a prática do candomblé e da umbanda, e o ideal é que o espaço usado esteja preservado, com plantas nativas e águas limpas.

Entre as soluções sustentáveis desenvolvidas pela SEA está o reaproveitamento do alguidar de barro, que é usado para oferendas e depois transformado em vaso de planta, a limpeza do lugar e a retirada de 2,5 toneladas de resíduos. No Espaço Sagrado da Curva do S foi instalada uma composteira, local destinado à transformação de lixo orgânico em adubo, que já está em atividade.

Agentes ambientais

Os evangélicos também tiveram o Espaço Pretos Forros e Covanca, em Jacarepaguá, zona oeste, reconhecido como local para a prática religiosa. No local, cinco agentes ambientais evangélicos foram capacitados pela SEA e receberam aulas sobre áreas naturais protegidas, e de legislação e educação ambiental.

Os religiosos fizeram a limpeza do local, retiraram 2,2 toneladas de lixo e poderão orientar a população evangélica a usar o local sem causar impactos negativos à natureza.

Outros espaços

De acordo com o secretário de Estado do Ambiente, Carlos Portinho, os religiosos de matrizes africanas, por exemplo, procuram a natureza, como as matas e cachoeiras, para a prática do candomblé e da umbanda, e o ideal é que o espaço usado esteja preservado, com plantas nativas e águas limpas. O secretário anunciou que soluções sustentáveis também serão usadas para a instalação de outros espaços sagrados no estado do Rio.

“Essas soluções sustentáveis não só contribuem para um ambiente mais saudável como também ajudam a conscientizar a população da importância de dar destinação correta ao lixo. Conseguimos garantir o espaço para a prática religiosa sem necessidade de grandes alterações no meio ambiente. Placas indicativas, caminhos preservados e a atuação dos agentes ambientais garantem o melhor ambiente para o sagrado”, destacou.

(Via Agência Brasil)



Fonte: EcoD



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