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“Rio Pinheiros – Sua História e Perspectivas” mostra o passado e o futuro de um dos rios que corta SP

Compartilhe:     |  11 de abril de 2015

“Um rio só é um rio se ele corre. Se ele está parado, não é um rio.”

“Você encravou o rio no meio de uma situação urbana que nem chegar nele nós conseguimos.”

“Se atribuiu aos rios uma função que ele nunca poderiam ter tido, que é de afastar o esgoto urbano e junto com o esgoto vão todos os outros detritos, entulhos e tudo mais.”

As três frases aparecem logo na abertura do curta Rio Pinheiros – Sua História e Perspectivas, que traz uma síntese sobre a origem dos problemas no rio, que banha a região sudoeste da cidade de São Paulo. Como o próprio nome deixa claro, o documentário também se preocupa em discutir as melhores políticas públicas, assim como o papel do poder público e da sociedade na recuperação do Pinheiros.

O filme, com aproximadamente 13 minutos, aborda as questões urbanísticas, hídricas, de drenagem e de ocupação do solo que determinam a configuração e a má qualidade das águas do rio nos dias hoje. Vídeos e fotos antigas, depoimentos e animações, contextualizam os fatores históricos no desenvolvimento da cidade de São Paulo que condicionaram o cenário crítico vivido pelo Rio Pinheiros atualmente. O curta traz ainda depoimentos de especialistas, como Renato Tagnin, arquiteto e urbanista, mestre em engenharia civil e urbana pela Escola Politécnica da USP, e Genivaldo Maximiliano, diretor de operação da EMAE (Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A).


Animações didáticas fazem parte do filme

“Queremos mostrar que o que acontece no Rio Pinheiros não dá para ser resolvido de uma maneira milagrosa, menos ainda se ficarmos apenas apontando o dedo para tentar achar culpados. Aquele é um espaço que já foi muito importante para o lazer e ambiente da cidade, portanto é dever de toda a sociedade, assim como do poder público, se unir para recuperarmos esse rio tão precioso”, diz Stela Goldenstein, diretora-executiva da Águas Claras do Rio Pinheiros, organização não governamental que trabalha pela despoluição do rio.

O curta traz a história da retificação e da mudança de curso do Rio Pinheiros, que foi feita para atender a demanda crescente de energia nos primórdios da industrialização da região metropolitana. O Pinheiros foi transformado em um canal, desde sua foz no Rio Tietê até a Estação Elevatória de Traição, onde o nível dessas águas é elevado em cerca de 5 metros e elas são conduzidas até a Represa Billings.

As águas da represa são usadas para abastecimento público e para a geração de energia, o que se faz conduzindo-as às turbinas por meio de tubulações que descem a Serra do Mar, até a Usina Hidrelétrica de Cubatão.

Assista ao filme:



Fonte: Bayer Jovens



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