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Romênia seria maior produtora de ouro da Europa ao explorar jazidas

Compartilhe:     |  7 de março de 2015

Longe dos olhos, um tesouro dourado repousa no meio das rochas: é ouro bruto, uma riqueza farta na Romênia. Uma área de exploração de ouro hoje desativada, ajudou a colocar a Romênia entre os cinco maiores produtores de ouro de todos os tempos. Se as jazidas do país estivessem sendo exploradas, com certeza a Romênia seria a maior produtora de ouro da Europa, mas fatores como o alto custo, a falta de tecnologia adequada e questões ambientais impedem a extração.

A equipe do Globo Repórter foi até Rosia Montana. A bucólica comunidade está assentada sobre uma jazida de toneladas de ouro e prata. O vilarejo já teve uma grande estatal de mineração, mas hoje parece uma cidade fantasma. A parte mais nova da mina vinha sendo explorada até 2005, quando fechou. Era uma estação na superfície, no alto da montanha, mas a história dessa mina começou mesmo nos tempos do Império Romano.

Dos 150 quilômetros de galerias 100 metros abaixo da superfície, oito foram abertos no braço, na época dos romanos. O engenheiro Valentin Russ explica que, só naquele período, 400 toneladas de ouro foram retiradas dali.

“Em toda a história dessa mina, estima-se que foram retiradas daqui mais de duas mil toneladas de ouro. E ainda tem muito mais, cerca de 300 toneladas”, conta o engenheiro Valentin Russ.

Há anos, uma empresa canadense tenta retomar a exploração em Rosia Montana, mas enfrenta resistência. Para os opositores, não há ouro que pague o que poderia acontecer com o meio ambiente e com os históricos tuneis romanos. A mineração é uma das maiores fontes de riqueza da Romênia.

Romenos chamam o sal das jazidas de Praid de “ouro branco”

O sal é o produto mais abundante. Em Praid, as jazidas afloram na superfície. E, debaixo da terra, o depósito é quase interminável. Das minas de Praid são extraídas por mês 15 mil toneladas de sal. Mas não é o sal de cozinha para consumo humano, não. O sal retirado dali é usado na produção de ração animal e também pra ser jogado nas estradas, para derreter o gelo durante o inverno. As jazidas de Praid têm reserva suficiente para abastecer a Europa por séculos. Não é à toa que os romenos chamam o sal de Praid de “ouro branco”.

E este excesso de sal faz bem para a saúde. As minas funcionam como área de lazer e uma espécie de SPA. Ezster Ambrus trabalha para a empresa que administra a mina e explica que o que atrai tanta gente para as minas é o ar.

“Dentro das minas, o ar é praticamente estéril, sem bactérias. Além disso, a temperatura e a umidade são constantes. Isso faz com que as pessoas respirem com mais facilidade”, explica a guia Eszster Ambrus. É um alívio para quem tem doenças respiratórias, como asma e bronquite.

“Todas as atividades esportivas e recreativas têm um porquê. Quando as pessoas se exercitam elas aceleram a respiração e acabam inalando uma quantidade maior do ar da mina”, explica a enfermeira Fazakas Kinga

Uma família passa uma temporada na mina todos os anos. Além de ser uma diversão, para a pequena Maya, que tinha rinite alérgica e bronquite, foi um santo remédio.

“Nós já tínhamos até marcado uma cirurgia para ela, mas aí resolvemos testar as sessões na mina e foi como um milagre. Agora, ela não precisa mais ser operada”, conta a economista Mariana Kraus.



Fonte: Globo Repórter



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